Supremo mantém distribuição do FPE com regras atuais


A distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) vai continuar em vigor por mais 150 dias, nos termos da Lei Complementar 62/1989, "desde que não sobrevenha nova disciplina normativa". A decisão é do presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, ao conceder parcialmente liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. A decisão será submetida ao Plenário que poderá ratificá-la ou não.

A liminar foi motivada por uma ação ajuizada nesta semana pelos governadores da Bahia, de Pernambuco, de Minas Gerais e do Maranhão. Eles pedem que o Supremo reconheça a omissão do Congresso na votação de novas regras para o FPE e que mantenha a distribuição de verbas nos padrões vigentes, enquanto uma nova lei não é aprovada. O valor do FPE para 2013 chega a R$ 74 bilhões.
Na decisão, Lewandowski também destaca que a decisão não desobriga eventuais compensações financeiras entre os entes federados, a serem definidas na nova lei complementar.
Em 2010, o STF decidiu que os critérios, regulamentados em Lei Complementar 62 de 1989, são inconstitucionais porque não representam mais a realidade do país. Na ocasião, o Supremo deu prazo para aprovação de nova lei para a distribuição do FPE até dezembro do ano passado, o que não ocorreu.
A Constituição Federal de 1988 permite o repasse de 21,5% da receita arrecada pela União com o Imposto de Renda e com o Imposto sobre Produtos Industrializados para as 27 unidades da Federação.
Outros quatro estados pediram para entrar na ação na condição de interessados: Ceará, Goiás, Paraíba e Alagoas. Os pedidos ainda não foram analisados por Lewandowski. Os oito estados estão nas regiões mais beneficiadas com o fundo, que recebem 85% da cota total: Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Sul e Sudeste dividem os 15% restantes.
Prazo exíguo
Em resposta a um pedido de informações encaminhado por Lewandowski, nesta quarta-feira (23/1), o presidente do Senado e do Congresso Nacional, José Sarney, disse que não houve omissão na apreciação da matéria. Segundo o senador, o prazo estipulado pelo Supremo em 2010 é exíguo, levando em conta a ocupação do Congresso com diversas atividades nos últimos anos e a complexidade da questão do fundo, que envolve interesses diversos dentro das duas Casas legislativas (Câmara e Senado).
Sarney também pediu mais prazo para a apreciação do FPE e ressaltou que a intervenção do Judiciário não se justifica, pois o Legislativo funciona em seu ritmo normal e deverá tratar da questão em um futuro próximo.  
Com informações da Agência Brasil.


ADO 23

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Embarcações com madeira ilegal são apreendidas no Marajó

STF autoriza cartórios a prestarem serviços adicionais, como emissão de RG