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Ágil, multiplicador e dócil na divulgação da informação
Norma para evitar fraude no Prouni segue descumprida e sem punições
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Um ano após sua publicação, a portaria que obriga
instituições de ensino superior parceiras do Programa Universidade pra
Todos (Prouni) a divulgar os valores regulares das mensalidades para
evitar que bolsistas sejam fraudados segue sendo descumprida. Criada
pelo Ministério da Educação (MEC) depois de o iG
denunciar uma instituição que cobrava o dobro por vagas pelo programa, a regra ainda não surtiu efeito.
Em janeiro de 2012, uma gravação da conversa
entre a reportagem do iG
e a secretaria da Facet, na Bahia, provou que o curso de Direito
custava R$ 1.210 para o governo, R$ 605 para bolsistas com 50% de
desconto pelo Prouni e R$ 690 para alunos que procurassem a instituição
diretamente. A instituição foi punida, mas estudantes de outras
instituições alertaram que a prática de inflacionar o preço base do curso para reduzir o desconto era comum
.
O então recém-empossado ministro da Educação, Aloizio
Mercadante, prometeu conter as fraudes e em 1º de fevereiro foi
publicada a portaria 2/2012 obrigando todas as instituições parceiras do
Prouni e do Financiamento Estudantil (Fies) a afixar em local de fácil
acesso os valores reais praticados para cada curso de forma que os
bolsistas pudessem conferir se de fato estão recebendo o desconto
previsto. Em maio, o iG
visitou instituições e a norma ainda não era cumprida
.
Nesta terça-feira, último dia para matrícula
pela segunda chamada do Prouni, a reportagem visitou instituições
parceiras do programa em São Paulo e Brasília e verificou que os alunos
continuam reféns das informações dadas nos guichês. Em São Paulo, a
reportagem foi a três instituições. Em duas não havia qualquer
informação de valores exposta e uma delas seguia a legislação. Em
Brasília, dos três locais visitados nenhum estava correto.
Cinthia Rodrigues/iG
Secretaria da Uninove não informa valores dos cursos e sim cobrança extra para bolsistas do Prouni
São Paulo
No Campus Barra Funda da Uninove, a secretaria que deve ser procurada
pelos interessados em se inscrever via Prouni não tinha nenhum cartaz
com valores de cursos. O único aviso dirigido a bolsistas informava que
bolsistas do Prouni com 50% de desconto teriam de pagar R$ 25 pela
matrícula. A atendente explicou que era um valor extra às mensalidades.
No Campus Brigadeiro da Anhanguera não havia qualquer
informação sobre o Prouni em local visível. Já para o Fies havia
propaganda e modelos de adesão, porém sem material de apoio que
informasse os valores dos cursos para alunos que não contam com o
financiamento. Em nota, o grupo Anhanguera Educacional informou que
todos os valores estão no site e que os murais do campous visitado
seriam atualizados ainda nesta terça-feira com a portaria normativa e a
tabela com preços das mensalidades.
Apenas no Campus Marques de São Vicente da Unip havia uma
tabela com os valores dos cursos afixada no quadro de avisos e, em
local próximo, a portaria publicada no Diário Oficial sobre a
obrigatoriedade. Brasília
Em Brasília, o iG
encontrou situação semelhante de descumprimento. Nas três instituições
visitadas nesta manhã, os estudantes não conseguiam obter informações
sobre cursos, valores das mensalidades, Fies ou Prouni com apenas uma
ida à secretaria da instituição. Precisavam pegar uma senha de
atendimento e aguardar em longas filas.
A reportagem visitou os centros universitários Unieuro,
Uniplan (ambos em Águas Claras) e o Iesb (unidade da Asa Sul). Na
Uniplan, às 10h, mais de 200 estudantes aguardavam atendimento na
secretaria. Nas paredes da sala, não havia nenhum informativo sobre
valores dos cursos, possibilidades e regras dos financiamentos e bolsas.
Muito menos a Portaria Normativa nº 2.
Nas outras duas instituições visitadas pelo iG
, as informações também não estavam visíveis nos murais. Na Unieuro, o
atendente chegou a dizer à reportagem que “eles não pregavam dados nas
paredes”, mas era possível obter informações no guichê (depois de
aguardar longa fila).No Iesb, a situação é semelhante.
Nos sites das instituições, há mais detalhes sobre os
programas e valores, mas as portarias e regras não estão disponíveis. O
documento exige que, além dos valores dos cursos, as instituições
divulguem amplamente todas as políticas de desconto, os valores de
mensalidades e os programas de benefícios coletivos de cada curso e em
cada turno, pois a bolsa deve ser aplicada sobre o valor comum do curso.
As políticas deveriam ser expostas no mural das
faculdades e nos seus respectivos sites, para que todos tivessem acesso a
essas informações. As leis que regem o Prouni e Fies também deveriam
ter publicidade, juntamente com o número do MEC para denúncias (0800
616161).
Apesar dos casos mostrados tanto nesta quanto em
reportagens anteriores, nenhuma instituição foi punida após o caso
original. O MEC informa que a fiscalização é feita quando uma equipe vai
às unidades conferir a qualidade dos cursos ou em caso de denúncias de
alunos. Denúncia original
Jean Michell Fernandes, de 20 anos, o primeiro a denunciar ao iG a
cobrança de valores diferenciados para bolsistas, conta que esteve na
Facet para pegar uma declaração de cancelamento da bolsa e não encontrou
informações sobre os descontos ou a portaria que exige publicidade aos
dados.
O MEC puniu a Facet com descredenciamento dos programas. A
faculdade entrou com recurso, mas teve o pedido negado. A instituição
não pode mais fazer parte do Prouni por, pelo menos, quatro anos e do
Fies por três anos.
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