Polícia corrige termo em gravação que incrimina médica no Paraná
Virginia Helena Soares de Souza, médica chefe da UTI do hospital Evangélico, é presa por policiais
Após transcrever escutas telefônicas, que motivaram a prisão da médica Virgína Soares
, acusada de acelerar a morte de pacientes em UTI no Hospital Evangélico
de Curitiba (PR), a Polícia Civil do Estado trocou alguns termos no
inquérito. Virgínia teria dito que estava "com a cabeça tranquila para
assassinar", porém, a nova versão apresentada no inquérito, seria "com a
cabeça tranquila para raciocinar".
Por meio de nota, o Departamento da Polícia Civil informa que a delegada do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) Paula Brisola não poderia comentar nada sobre as interceptações telefônicas realizadas já que estão "sob sigilo legal". Segundo o texto, "se alguém tomou conhecimento de parte do inquérito, via advogados de defesa e nunca Polícia Civil". Ao ler a nova versão, "há nos autos uma corrigenda substituindo o verbo "assassinar" por "raciocinar"."
O advogado de defesa, Elias Mattar Assad, apontou o erro como um dos fatos que "fizeram diferença e provocaram a prisão temporária e em seguida, preventiva" de sua cliente. "Podemos afirmar que esse erro foi o marco inicial do processo de demonização dela", disse.
O departamento nega que a correção poderia afetar a prisão da acusada e dos outros envolvidos. "Todos os mandados de prisão expedidos pela Justiça neste caso, até o momento, foram concedidos devido à análise de um inquérito com cerca de mil páginas e não por um verbo, como tenta provar o advogado de defesa de uma das suspeitas."
A delegada manteve o silêncio sobre o caso e reafirmou que falará sobre o assunto somente depois de conversar com os familiares de Ivo Spitzner, Paulo José da Silva, Pedro Henrique Nascimento, André Luis Faustino e Luiz Antônio Propst, que morreram entre os dias 24 e 28 de janeiro deste ano na UTI do hospital.
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