Autorização para o Executivo alienar mais de 400 imóveis públicos é aprovada
O
Plenário da Assembleia aprovou por 52 votos sim e 24 votos não, nesta
terça-feira, 2/7, o Projeto de Lei 650/2012, do Executivo, na forma da
Emenda Aglutinativa Substitutiva 4. O texto autoriza a alienação de
imóveis para fins do disposto na Lei 11.688/2004, que instituiu o
Programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs), e que servirão para
integralizar o capital da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), que
gere o Programa de Parcerias Público Privadas, e que poderão ser
alienados pela Fazenda.
Com
as alterações feitas pela Emenda 4, através da inclusão do Artigo 3º, o
produto das alienações para a Fazenda do Estado apenas pode servir para
integralização do capital da CPP ou ser investido diretamente nas áreas
de saúde, educação, Metrô e CPTM. E ainda que toda alienação será
precedida por avaliação atualizada, e os imóveis que valerem acima de R$
50 milhões só poderão ser vendidos mediante o envio de projeto
específico à apreciação da Assembleia. A emenda determina ainda que
esses imóveis só serão vendidos mediante licitação.
As
bancadas do PT, do PSOL, do PCdoB e os deputados Olimpio Gomes, líder
do PDT, e Pedro Tobias (PSDB) votaram contra a proposta.
A
aprovação da Emenda Aglutinativa foi possível depois que acordo entre
os líderes partidários permitiu o encerramento da discussão também
efetuada na noite desta terça-feira, 2/7.
O debate
Embora
fossem unânimes em elogiar o empenho do líder do Governo na Casa,
deputado Barros Munhoz, para que o projeto pudesse ser aperfeiçoado, as
bancadas da oposição revezaram-se na tribuna para afirmar que os
prefeitos não foram avisados sobre o teor do projeto. A maioria dos
terrenos listados pelos anexos 1 e 2 do projeto são localizados no
interior e no litoral paulista. Eles também disseram que a autorização
era um cheque em branco dado ao governo para dispor dos imóveis sem
fiscalização.
Edinho
Silva (PT) falou por telefone com prefeitos de vários partidos durante a
sessão e declarou que eles desconheciam o teor do PL 650. Em Santa Cruz do Rio Pardo, na área prevista para alienação funciona o Corpo de Bombeiros da cidade, exemplificou.
O
líder petista, deputado Luiz Cláudio Marcolino, declarou que insistir
na votação do projeto era não só desrespeito à Assembleia como também
aos prefeitos: Não haverá controle sobre o que será feito com as áreas.
Peço que se retire o projeto da pauta de votações para que volte a ser
discutido no início do segundo semestre.
O
líder do Governo foi enfático ao dizer que os protestos da oposição não
tinham cabimento: Se fosse minimamente verdadeiro o que disseram as
lideranças da oposição, o projeto não teria sido enviado a esta Casa.
Como está, com a Emenda 4, é uma construção legislativa fantástica. O
parlamentar disse também que a lei apenas autoriza a venda, sem
determinar que o Executivo o faça. Barros Munhoz esclareceu ainda que se
trata de áreas que necessitam de regularização por terem sido invadidas
e estarem sendo exploradas comercialmente pelos invasores, e que há
terrenos em que funcionam shopping centers e quadras de tênis para
aluguel.
Encerrada
a votação do PL 650/2012, os deputados inciaram a discussão do Projeto
de Lei 251/2013, do Executivo, que dispõe sobre as Diretrizes
Orçamentárias do Estado para 2014.
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
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