Advogado-geral da União defende contratação de médicos estrangeiros

O advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Lucena Adams, defendeu hoje (25), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), o Programa Mais Médicos. “Enfatizou-se muito no debate a vinda de médicos estrangeiros, no entanto o programa é muito mais amplo”, afirmou.
Segundo ele, o Mais Médicos tem três grandes diretrizes. A primeira é a criação de mais vagas para estudantes de Medicina no país, com o objetivo de aumentar o número de médicos por habitante. A segunda é o incremento do investimento de saúde. Por fim, o envio de médicos para regiões carentes para fazer o atendimento básico de saúde. “Esses médicos não fazem o tratamento curativo, mas o atendimento inicial, em situações mais simples, menos complexas, mas que precisam de um profissional para direcionar o paciente ao hospital se for necessário. É uma inversão de foco em relação ao atendimento de saúde. A maior parte das cidades atendidas pelo programa fica distante dos centros urbanos e não tem estrutura básica de saúde”, disse. De acordo com Adams, a vinda de médicos estrangeiros acontece somente depois que as vagas são oferecidas a profissionais brasileiros. “Os médicos brasileiros não querem ir, pois é ofertado. Quando não há interesse, se busca os estrangeiros. A vinda dos médicos estrangeiros tem sido tabu, como se eles fossem menos qualificados que os brasileiros. A política de formação médica possui diferenças e equivalências no mundo todo. Trazemos ao Brasil médicos estrangeiros que estão autorizados nos seus países”, apontou.O ministro justificou a urgência do programa sob o argumento de que o processo de formação de novos médicos é demorado. “A necessidade da população é agora, pois o déficit de médico é muito grande, por isso a emergência”, declarou, ressaltando que os profissionais estrangeiros têm supervisão do governo brasileiro. Fonte: Supremo Tribunal Federal

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