Professores decidem manter a greve
Os professores recusaram as propostas do governo e mantiveram o movimento
Os trabalhadores em educação pública do Estado do Pará decidiram manter a greve da categoria, que completa hoje 36 dias corridos. A decisão foi tomada em assembleia geral, realizada na manhã de ontem, com grande participação de professores, merendeiras, vigias e técnicos administrativos da rede estadual de ensino de Belém e do interior do Estado. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sintepp) recorrerá, hoje, ao Superior Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal de Justiça do Pará de manter a liminar que determina o retorno dos professores às salas de aula e ainda aplica multas, em caso de descumprimento.
“Nós vamos entrar com uma reclamação no STF por violação de sua decisão de permitir o direito de greve. A decisão da desembargadora que concedeu a liminar impede o direito de greve do servidor. É certo que não houve a declaração de abusividade, mas a decisão da desembargadora é incoerente, porque ao mesmo tempo em que ela não declara a abusividade, ela impede a greve, ao determinar 100% de retorno da categoria e ainda estipular sanção, no caso das multas”, observou o advogado do sindicato que representa os trabalhadores, Walmir Brelaz.
Na última terça-feira, 28, as Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça do Pará mantiveram a liminar concedida no dia 13 de abril pela desembargadora Gleide Moura. Os desembargadores apreciaram dois agravos regimentais, interpostos pela Procuradoria Geral do Estado e pelo Sintepp. Ambos pediam modificações na decisão da magistrada.
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