Pescaria teria ocorrido no dia 9 de fevereiro, em Jardim (Foto: Reprodução/Facebook)
A Polícia Militar Ambiental multou e autuou cinco homens por pesca predatória no rio Miranda, em Jardim,
a 239 km de Campo Grande, nesta quarta-feira (13). As irregularidades
foram descobertas depois que os pescadores postaram fotos no Facebook
com peixes fora da medida legal permitida e utilizando petrechos
proibidos.
Segundo a PMA, apenas a modalidade pesque e solte está liberada em Mato Grosso do Sul
e, mesmo assim, somente no leito do rio Paraguai. Para todo o estado, a
pesca está proibida, por conta do período de piracema, desde o dia 5 de
novembro de 2012 até 28 de fevereiro deste ano.
Pescadores usaram equipamento proibido (Foto: Reprodução/Facebook)
As fotos foram descobertas por um sargento da PMA de Jardim, que estava
'navegando' pela rede social. Por conta de amigos em comum no Facebook
no município, ele encontrou as fotos de uma pessoa residente no local.
Os outros amigos que participaram da pescariam foram marcados nas fotos
e, por este recurso, identificados e localizados pela PMA. Três
suspeitos moram em Medianeira (PR) e outros dois em Jardim, a 239 km de
Campo Grande. A pescaria teria ocorrido no dia 9 de fevereiro, segundo a
polícia.
PMA enviou auto de infração às polícias para indiciamento (Foto: Reprodução/Facebook)
Em uma das fotos, um suspeito segura um peixe da espécie cachara. Em outras imagens, estão segurando redes de pesca.
Segundo a PMA, os autos de infração foram enviados para o Instituto de
Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul), com multa inicial de R$
700, podendo ser majorada para até R$ 100 mil, conforme entendimento da
gravidade do caso. Os autos também foram encaminhados às polícias de
Jardim e Medianeira, que irão abrir inquérito sobre crime ambiental. Em
caso de condenação, estão sujeitos a penalidade de um a três anos de
prisão.
Multa inicial é de R$ 700, mas pode chegar a R$ 100 mil, segundo PMA (Foto: Reprodução/Facebook)
Histórico
A PMA já havia utilizado a rede social para indicar suspeitos pela
prática de crime ambiental. O crime ocorreu em dezembro de 2012, mas o
caso foi denunciado à polícia na última semana de janeiro de 2013. Um
vídeo foi divulgado e a polícia identificou três jovens por maus-tratos a uma sucuri, em Maracaju.
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