MPF investiga exploração sexual no Pará


O Ministério Público Federal iniciou nesta segunda (18) uma investigação sobre os casos de exploração sexual nos municípios de Vitória do Xingu e Altamira, sudoeste do estado. A procuradoria quer saber da Norte Energia e do Consórcio Construtor Belo Monte se as boates e casas de show que tiveram os alvarás cassados estão no limite da área que o governo federal destinou para a construção da usina.

Na última quarta-feira (13), uma operação da polícia iniciou o combate a exploração sexual na região após receber denúncia do Conselho Tutelar de Altamira. Até o momento, duas pessoas foram presas e mais de 30 vítimas foram liberadas, incluindo uma adolescente de 16 anos.

A procuradora da República de Altamira, Thais Santi, já solicitou cópia do inquérito policial sobre o caso. As vítimas de exploração que foram libertadas pela polícia também devem ser ouvidas pelo Ministério Público nos próximos dias.
Em nota, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) informou que o local onde as vítimas eram aliciadas se localiza em um terreno particular, há cerca de 20km do canteiro de obras da usina, e que o acesso ao terreno era feito por uma via pública. O CCBM diz ainda que durante a interndição policial não foi encontrado nenhum funcionário da Norte Energia ou do Consórcio no local onde as vítimas eram exploradas.

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