Tim investirá mais de 90% dos recursos em infraestrutura


Tim investe R$ 3,4 bilhões em 2012, incremento de 12% sobre 2011



Mesmo diante das dificuldades apresentadas em 2012, desde as denúncias de corrupção contra o ex-presidente da companhia, Luca Luciani, até a suspensão das vendas do pacote promocional "Infinity Day", o ex-presidente da Tim, André Mangoni, avalia que os resultados da operadora refletem a capacidade de reação da empresa e a fortalecem para melhorar os números em 2013.


Os investimentos, que totalizaram R$ 3,4 bilhões em 2012, e que correspondem a um incremento de 12% na comparação anual, foram apontados como um dos fatores determinantes para o desempenho da companhia no período.

Sem maiores detalhes de orçamento, os investimentos para este ano devem ultrapassar esse montante, com foco na infraestrutura, que pode receber 90% do aporte total. Além da infraestrutura móvel, a melhoria da cobertura 3G também estará entre as prioridades.

"Os investimentos superaram o estimado, sustentados pelo fortalecimento da cobertura 3G, pelo aumento da qualidade dos serviços em geral. Há expectativas que ocorra mais investimentos para impulsionar a qualidade da rede nos próximos anos. Ainda não estamos prevendo uma diferença significativa nos investimentos de 2013 em relação ao patamar verificado no ano passado, que já foi um pouco maior por causa da inclusão do 4G", explica Claudio Zezza, diretor financeiro da operadora, afirmando que conforme as negociações de compartilhamento de rede 4G com a Oi avancem, os aportes serão ampliados.

Os investimentos em infraestrutura teriam gerado resultados positivos, já que a companhia foi a menos reclamada nos Procons entre todas as operadoras em 2012.

O diretor financeiro afirmou que há a expectativa de que a receita líquida aumente gradativamente até 2015, mantendo o ritmo de aceleração verificado no ano passado. Em 2012, a receita foi de R$ 18,8 bilhões, com crescimento de 9,8%.

"Vários fatores apontam que a receita do início de 2013 deva ser superior, dentre eles, o número de pacotes de dados e de voz, que seguem aumentando gradativamente. Isso deve impactar positivamente no resultado", acredita o diretor financeiro da Tim.

Respaldado por uma base sólida de negócios, o resultado da operadora também teve contribuição do controle de custos, do aumento da receita média por cliente (+5,1%) e da resiliência no crescimento da base de clientes e no uso do pacote de dados.

"Os fatores positivos conseguiram fazer com que a operadora superasse os desafios do escrutínio regulatório e da desaceleração macroeconômica", aponta Mangoni.

Zezza estima que até 2015 a base de clientes da Tim ultrapasse a barreira das 90 milhões de linhas de telefonia móvel. Em 2012, o total era de 70,3 milhões, 10,6% a mais do que no ano anterior (64,1 milhões). Neste sentido, a operadora pretende ampliar a sua cobertura 3G, disponível em 712 cidades, de 72% no ano passado para 80% até 2015.

De acordo com Lorenzo Lindner, diretor comercial da companhia, a Tim foi a única operadora que cresceu substancialmente em 2012. Além de se manter na liderança do mercado dos pré-pagos, a operadora passou para a segunda posição entre as que prestam serviços pós-pago. "Continuamos com o nosso percurso de crescer com rentabilidade", afirma.

A estruturação de sua rede própria, o que fará com que a Tim alugue menos redes de terceiros, deve contribuir para a redução de gastos e o aumento da rentabilidade.

Ao final de 2012, a Tim detinha 26,9% da participação no mercado total, diminuindo a diferença em relação à líder Vivo, de 3 pontos percentuais para 2,21 pontos percentuais.
Serviços
Diante dos resultados do ano passado, Zezza afirma que a Tim não projeta forte crescimento de receita de aparelhos nos próximos anos. A receita de serviços, porém, que inclui SMS e pacote de dados, deve ser responsável por impulsionar a rentabilidade.
No final de 2012, os usuários únicos de SMS cresceram 24,6% em relação a 2011. Na mesma base de comparação, os usuários de pacote de dados superaram os 21 milhões de usuários únicos mensais, com acréscimo de 21,5%. "Essa tendência de crescimento do pacote de dados deve ser um dos alicerces para o aumento da rentabilidade nos próximos anos", avalia Mangoni.

"Foi um quarto trimestre atípico. Tivemos o escrutínio regulatório, que complicou os resultados. Ainda assim, mantivemos o crescimento de 6% na receita dos serviços. Muitos dos fatores que travaram o desempenho foram pontuais e esperamos um crescimento sólido em 2013. A margem vai crescer porque a receita de serviços vai crescer mais que a taxa de produtos. Esperamos crescimento sólido em linha com o guidance que vamos passar em breve", explica Roger Sole, diretor de marketing da Tim.

Lindner explica que o compartilhamento de rede com a Oi ainda está em conversas preliminares, mas defende a operação.
"Faz muito sentido compartilhar a rede. Com isso, reduziremos os custos e aumentaremos a velocidade. Não faz sentido replicar infraestrutura", complementou Mario Girassole, diretor de assuntos regulatórios da companhia.
O executivo afirmou que a prioridade da Tim é otimizar a qualidade da cobertura 3G onde a operadora já presta serviços. Paralelamente, ocorrerão os planos de expansão.

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