Brasileiros descobrem molécula que inibe dor de inflamações


Mulher com dor no ombro
Dor: próximos remédios poderão ter menos efeitos colaterais que anti-inflamatórios ou opióides
São Paulo - O Instituto Butantan anunciou nesta quinta-feira (28) a descoberta de uma molécula capaz de diminuir as dores inflamatórias.

A novidade pode ajudar na fabricação de medicamentos com menos efeitos colaterais do que os remédios atuais. Em nota, o Butantan afirmou que os cientistas descobriram que a molécula Alda-1 inibe sensivelmente a dor inflamatória.
Os resultados da pesquisa feita em parceria com a Universidade de Stanford foram publicados pela revista Science Translational Medicine.
A Alda-1 ativa a enzima ALDH2 (aldeído desidrogenase 2). Cerca de 40% da população do leste asiático possui deficiência dessa enzima no organismo.
A carência de ALDH2 é conhecida por causar vermelhidão no rosto dos orientais ao ingerir bebida alcoólica.
Estudos já haviam mostrado também que a população asiática é mais intolerante à dor.
Os pesquisadores só não sabiam que este fato também estava relacionado à deficiência de ALDH2 no organismo.
Os experimentos foram feitos em camundongos com e sem a deficiência da enzima. Os animais deficientes em ALDH2 apresentaram mais dor do que os animais normais.
Em seguida, a Alda-1 conseguiu eliminar a dor nos dois grupos de animais, o que comprova a eficiência do uso da molécula em qualquer pessoa.
Agora, os pesquisadores pretendem fazer novos medicamentos.
Os próximos remédios poderão, então, causar efeitos colaterais menores que os de anti-inflamatórios clássicos ou dos opióides, como a morfina.

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