Produção de mandioca em Monte Alegre pode aumentar até 70%




 
 
Agricultores familiares de oito comunidades rurais de Monte Alegre participaram de curso de produção de mandioca, promovido pela Emater
Trinta agricultores familiares de oito comunidades rurais de Monte Alegre, no Médio Amazonas, receberam curso de capacitação para aprimorar a produção de mandioca no município. O curso foi promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), no período de 10 a 14 deste mês, a partir de um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). De acordo com técnicos da Emater, a produção da região do Castanheiro, onde o curso foi realizado, pode aumentar até 70% se for adotado o manejo adequado das áreas.

Apesar de a região do Castanheiro ter como a maior fonte de economia o cultivo da mandioca, a produção ainda é considerada pequena em relação às áreas de plantio. Por causa disso, o curso quis demonstrar tecnologias acessíveis ao agricultor familiar que podem elevar em até 70% o índice de produtividade nas áreas. Hoje, em média, Monte Alegre produz 17 toneladas de mandioca por hectare. Com o manejo adequado das áreas, a produtividade pode chegar a 25 toneladas.
Das mais de sete mil propriedades rurais do município, pelo menos 80% se dedicam ao cultivo da mandioca. Monte Alegre já exporta sua produção – a farinha fabricada no município já chega a Manaus e Macapá, além de abastecer o mercado local. A proposta do curso foi agregar valor aos produtos a fim de garantir maior qualidade e competitividade de mercado. “Queremos garantir também que o agricultor esteja produzindo dentro das normas estabelecidas para que não sejam impedidos pelos agentes de fiscalização de vender seus produtos”, disse Sebastião Maia, técnico em agropecuária da Emater.
Segundo Alain Xavier, médico veterinário da Emater, apesar de não possuir selo, toda a mandioca produzida em Monte Alegre tem princípios orgânicos. Para o cultivo, são utilizados apenas defensivos naturais, além do clima e solo contribuírem para a não proliferação de doenças e pragas.
O curso teve duração de 40 horas-aula, durante as quais foram abordadas a teoria e a prática da produção da mandioca, parâmetros de qualidade na produção e a confecção dos seus derivados. A capacitação trabalhou desde o sistema de produção da mandioca até as boas práticas que regem o processamento dos produtos e subprodutos da mandioca, como ração alternativa para animais, tapioca, farinha, tucupi e pé de moleque.

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