Farc dizem que cessar-fogo termina em 20 de janeiro
O cessar-fogo unilateral declarado pelos guerrilheiros das Farc no
início das negociações de paz com o governo colombiano em novembro vai
acabar em 20 de janeiro, a menos que o governo também decida baixar as
armas, disseram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nesta quarta-feira (9).
Os rebeldes anunciaram o cessar-fogo em 19 de novembro, no primeiro dia das negociações de paz em Havana que buscam encerrar décadas de conflito na Colômbia, mas disseram que seria pelo prazo de apenas dois meses se o governo não implementasse uma trégua.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recusou-se a aceitar o cessar-fogo e decidiu manter a pressão militar sobre os guerrilheiros para forçar as Farc a aceitarem o acordo de paz.
"Não haverá extensão do cessar-fogo unilateral", disse o negociador-chefe das Farc, Ivan Márquez, em entrevista coletiva na capital cubana. "Apenas a assinatura de um cessar-fogo bilateral seria possível, se o governo considerar viável tal medida", acrescentou.
Negociador-chefe
das Farc, Iván Márquez, fala com a imprensa após chegar em Havana para
reunião com o governo colombiano em 20 de dezembro (Foto: Reuters)
As Farc e o governo da Colômbia estão nos estágios iniciais da mais recente tentativa de acabar com o conflito de guerrilha que começou com a formação de um movimento agrário comunista em 1964.
Milhares de pessoas morreram e milhões foram forçadas a deixar suas casas, no que se tornou o mais longo conflito insurgente da América Latina.
Durante o cessar-fogo, ataques do governo mataram ao menos 34 rebeldes.
Ao mesmo tempo, as forças militares e policiais da Colômbia acusaram as Farc de atacarem tropas e alvos de infraestrutura.
Os rebeldes anunciaram o cessar-fogo em 19 de novembro, no primeiro dia das negociações de paz em Havana que buscam encerrar décadas de conflito na Colômbia, mas disseram que seria pelo prazo de apenas dois meses se o governo não implementasse uma trégua.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recusou-se a aceitar o cessar-fogo e decidiu manter a pressão militar sobre os guerrilheiros para forçar as Farc a aceitarem o acordo de paz.
"Não haverá extensão do cessar-fogo unilateral", disse o negociador-chefe das Farc, Ivan Márquez, em entrevista coletiva na capital cubana. "Apenas a assinatura de um cessar-fogo bilateral seria possível, se o governo considerar viável tal medida", acrescentou.
Negociador-chefe
das Farc, Iván Márquez, fala com a imprensa após chegar em Havana para
reunião com o governo colombiano em 20 de dezembro (Foto: Reuters)As Farc e o governo da Colômbia estão nos estágios iniciais da mais recente tentativa de acabar com o conflito de guerrilha que começou com a formação de um movimento agrário comunista em 1964.
Milhares de pessoas morreram e milhões foram forçadas a deixar suas casas, no que se tornou o mais longo conflito insurgente da América Latina.
Durante o cessar-fogo, ataques do governo mataram ao menos 34 rebeldes.
Ao mesmo tempo, as forças militares e policiais da Colômbia acusaram as Farc de atacarem tropas e alvos de infraestrutura.
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