Pará lidera casos de trabalho escravo no país em 2012


Em relatório divulgado na última semana, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego informou que em 2012, 2.560 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à de escravo em todo país. Ao todo foram 135 operações computadas pela Secretaria  de Inspeção do MTE no ano passado.
Somente no estado do Pará, 22 operações resultaram na retirada de mais de 500 trabalhadores expostos a condição análoga a de escravo. A pecuária foi o setor onde mais houve resgates, seguida por atividades ligadas ao plantio.
As condições em que os trabalhadores são resgatados envolvem restrições à liberdade, a falta de pagamento ou descontos indevidos do seu salário mensal e demais direitos garantidos pela legislação trabalhista. O Grupo Móvel vem atuando nos últimos 15 anos, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), para combater esse tipo de relação trabalhista ilegal. As equipes têm a missão de apurar denúncias, resgatando trabalhadores e punindo os empregadores flagrados pelos auditores-fiscais do trabalho explorando trabalhadores.
Em Marabá, no sudeste paraense, o problema será discutido nesta sexta-feira (25) durante o seminário "História, cidadania e ensino: olhares e reflexões sobre a problemática do trabalho escravo contemporâneo", realizado de 8h às 18h no campus universitário da Universidade Estadual do Pará (UEPA), no município. O debate é organizado pelo Grupo Interinstitucional de Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete).

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