São Paulo gera R$ 14 mil de riqueza por segundo



Apenas no tempo que você gasta para ler esta frase, cerca de R$ 84 mil são gerados na cidade de São Paulo. Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a capital gera aproximadamente R$ 14 mil de riqueza a cada segundo. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do município de 2010, o último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, o PIB da cidade somou R$ 443,6 bilhões, o que representa 87% da economia da região Nordeste, 65% da Sul e 21% de todo o Sudeste. Além de 12% de toda a atividade econômica do Brasil. De acordo com o estudo, caso a capital fosse considerada um país, ocuparia a 36ª posição entre os maiores PIBs do mundo, superando nações como Portugal, Finlândia e Hong Kong.
"O mercado consumidor de São Paulo é muito rico. O valor que as famílias paulistanas gastam, por exemplo, é quase o mesmo que o total consumido em todo o Estado do Rio de Janeiro", destaca Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP.
Segundo ele, a capital é chamariz para empresas e investimentos devido à questão logística, ao mercado consumidor e ao fato de ser o centro financeiro do Brasil. "A cidade está próxima do porto de Santos e de grandes aeroportos, tem as melhores estradas do País e um anel viário. Tudo passa por aqui", destaca Dietze.
O município é sede de 63% dos grupos internacionais instalados no Brasil e de 17 dos 20 maiores bancos.
Tanta pujança, contudo, tem uma contrapartida. À medida que a demanda cresce, o preço de imóveis e aluguéis acompanha. "O custo aqui é abusivo, o que dificulta a vida dos pequenos empreendedores", diz o assessor da FecomercioSP.
Apesar do destaque no cenário internacional, a cidade de São Paulo ainda fica bem para trás quando comparada aos principais Estados dos EUA. A Califórnia, que ocupa o topo da lista, tem um PIB de US$ 1,88 trilhão, contra US$ 252,1 bilhões da capital paulista (em valores convertidos pela cotação média anual do dólar em 2010).
"A economia norte-americana tem um imenso mercado gastador, além de incentivos à indústria e à inovação e impostos muito mais baixos. Isso sem falar no mercado financeiro e no imenso movimento de turistas. Ainda estamos distantes dessa realidade, mas caminhando para isso", afirma Dietze.

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