Xô preconceito: no Dia dos Namorados, qualquer maneira de amar vale a pena?


Publicado por Fátima Burégio
Foi veiculado há poucos instantes nas mais variadas mídias do Brasil, um caso envolvendo o fabricante de perfumes "O Boticário" acerca da propaganda exibida em rede nacional em comemoração ao Dia dos Namorados, onde naquele comercial a marca exibe cenas de vários tipos de casais, inclusive homossexuais.

De plano, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) começou a receber denúncias acerca da 'desrespeitosa' propaganda, pedindo a retirada da chamada do ar.
É sabido que existem na atualidade várias formas de famílias e que a homossexual também faz parte dos muitos modelos de famílias brasileiras.
Como aqui no Brasil tudo é motivo para alardes e descontentamentos, entendo, por óbvio, que tais manifestações contrárias não deveriam prosperar e nem merecer o 'carinho' das mídias brasileiras, vez que está mais que caracterizado os novos padrões familiares existentes na nação e interessante seria apenas ficar resignado, evitando remar contra a maré, vez que o fato já está consolidado e não se pode mais voltar atrás.
Se não for impressão minha, me parece que protestar rende ibope no Brasil...
O que se vê, infelizmente, é uma resistência a um fato notório, oportuno e atual que não se pode fazer vista grossa de jeito nenhum.
Atentem, povo brasileiro: a família mudou. Sim, mudou. Não está mudando, já mudou...
A fila anda, percebeu?
Desperte!
Na reportagem que li, o CONAR manifestou interesse em apurar os fatos, mas só poderá dar uma resposta sobre o caso em meados de julho, ou seja, quando a empresa fiscalizadora finalmente der o feedback, já 'morgaram' os festejos do belo Dia dos Namorados.
Na atual circunstância vivenciada por milhares de brasileiros, entendo que o melhor é nos focarmos em coisas mais relevantes, mais expressivas, deixando as pessoas que se amam curtirem a vida da maneira que melhor lhes apraz, afinal, são senhores e donos de seus instintos, desejos e preferências sexuais. Deixem que eles administrem as suas próprias questões e escolham seus destinos.
Vamos parar com esta perseguição em cima de determinada classe, manter nossa convicção dogmática, religiosa, cultural, cristã ou mero 'capricho nosso de cada dia', mas com o sensor do respeito sempre alerta e piscando, anunciando que devemos ter limites para com nossos semelhantes e que ninguém é obrigado a ser ou não ser o que outrem idealiza. Respeitemos as diferenças e as preferências alheias.
As pessoas são livres... Que tal torcer para que mentes mais avançadas atentem que cada um deve ser o que é e que toda maneira de amar vale a pena, hein?
O preconceito e a discriminação em quaisquer esferas não conduz o homem à lugar nenhum. Os únicos lugares que podem conduzir é à sala de espera da amargura e ao gélido depósito da discórdia! Fuja disto!
Como mulher genuinamente cristã, tenho minhas não poucas crenças e convicções, mas respeito o limite e escolha de cada ser humano que cruza meu caminho. Agindo assim, evito graves dores de cabeça e perda de valorosos amigos.
Vamos amar, respeitar e exigir respeito de cada semelhante, independentemente dos padrões que entendemos ser o mais adequado, segundo nosso exigente e refinado paladar.
Sejamos nós mesmos e amemos sem medo de ser feliz, afinal, qualquer maneira de amar vale a pena.

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