Orçamento 2013: MP de Dilma garante crédito
Diante da decisão do Congresso de adiar para fevereiro a votação do
Orçamento de 2013, a presidente Dilma Rousseff decidiu editar uma medida
provisória (MP) para evitar que os ministérios parem por falta de
autorização de gasto. Pressionada pelo desempenho fraco da economia, a
presidente quer já no início do próximo ano acelerar os investimentos
públicos e privados.
A MP vai permitir a liberação de créditos suplementares e especiais
referentes ao Orçamento de 2012. Na prática, isso dará margem para os
ministérios gastarem. Isso não quer dizer que os investimentos ocorrerão
ainda neste ano, mas sim que os ministros vão aproveitar os últimos
dias de 2012 para empenhar (comprometer) esse dinheiro com o pagamento
de produtos e serviços ao longo de 2013. A liberação das verbas já
empenhadas poderá ocorrer no ano que vem sem restrições, pois elas se
referem à lei orçamentária de 2012. Assim, a máquina não parará mesmo
que o Orçamento de 2013 atrase.
A corrida para empenhar verbas no fim do ano é uma tradição na
Esplanada dos Ministérios. Os técnicos a chamam de "dezembrada". Não é
raro esses profissionais trabalharem até meia-noite do dia 31. Não é a
primeira vez que o governo lança mão desse expediente. O relator do
Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), observou que o Executivo havia
enviado ao Congresso várias propostas de modificação e expansão do
Orçamento de 2012, na forma de projetos de lei. Pelas contas do
Planalto, seriam 32, no valor de R$ 27 bilhões. Alguns foram votados,
mas outros ficaram pendentes.
A estratégia de editar uma MP para permitir mais empenhos no
Orçamento de 2012 foi acertada na quarta-feira (26) em reunião de Dilma
com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no Palácio do Planalto.
Esse plano foi adotado depois que o governo recuou da tentativa de
votar o Orçamento de 2013 ainda neste ano, na Comissão Representativa do
Congresso. Essa comissão é uma espécie de plantão do Legislativo.
Mínimo
Jucá disse ainda que o reajuste de R$ 4 no salário mínimo está
garantido a partir de janeiro de 2013, independentemente da aprovação da
nova peça orçamentária. "O governo vai definir de onde tirar e
remanejar o dinheiro para pagar o novo mínimo e cumprir o que é lei. Não
vai haver dificuldade", disse. "Depois, o governo ajustará no decorrer
do ano o crédito orçamentário para complementar essa diferença dos R$
674 para os R$ 678."
Os reajustes salariais da maior parte dos servidores também estarão
vigentes já no mês que vem. Apenas algumas categorias não terão aumentos
imediatos, como funcionários da Receita Federal, do Banco Central e do
Incra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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