Caixa reduz juros para financiar imóvel acima de R$ 500 mil
A Caixa Econômica Federal anunciou
nesta terça-feira (15) que reduziu suas taxas de juros para a compra de
imóveis acima de R$ 500 mil, fora, portanto, do Sistema Financeiro de
Habitação (SFH), no qual podem ser utilizados recursos do FGTS (Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço). As novas taxas valerão para os
financiamentos contratados a partir desta terça.
Para clientes que não possuem relacionamento e conta corrente no banco,
as taxas de juros efetivas foram reduzidas de 9,9% para 9,4% ao ano.
Para clientes que possuem relacionamento e conta salário na Caixa, as
taxas serão reduzidas de 8,9% para 8,4% ao ano.
No caso de servidores públicos, as taxas de juros podem chegar a 8,3%
ao ano, segundo a Caixa. "A economia para um financiamento de R$ 600
mil, por exemplo, poderá ficar em torno de R$ 43,3 mil, em 30 anos",
informou o banco em comunicado.
“Desta vez, ampliaremos as opções também ao público de média e alta
renda”, afirmou o vice-presidente de Habitação e Governo da Caixa, José
Urbano Duarte.
No ano passado, o banco já havia cortado as taxas para imóveis enquadrados no SFH.
"A Caixa reduziu as taxas de juros do crédito imobiliário em até 21% para imóveis enquadrados no SFH. Nas operações com recursos da poupança, o banco aumentou o prazo de financiamento, de 30 para 35 anos", destaca o comunicado.
"A Caixa reduziu as taxas de juros do crédito imobiliário em até 21% para imóveis enquadrados no SFH. Nas operações com recursos da poupança, o banco aumentou o prazo de financiamento, de 30 para 35 anos", destaca o comunicado.
A Caixa lembra que, no dia 21 de dezembro de 2012, alcançou um volume
de R$ 101 bilhões em contratações do crédito imobiliário. O volume
corresponde a um crescimento de 33,8% em relação ao mesmo período no ano
anterior, quando realizou R$ 75,4 bilhões em contratações.
Pelas regras atuais, apenas imóveis no valor de até R$ 500 mil podem
ser financiado dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação
(SFH), no qual é permitido o saque do FGTS para o pagamento do
financiamento imobiliário.
Em dezembro, o presidente em exercício do Conselho Curador do FGTS, o
assessor especial do Ministério do Trabalho Luiz Fernando Emediato,
afirmou, entretanto, que o orçamento do FGTS tem capacidade para
financiar imóveis de maior valor e suportaria um aumento para R$ 750 mil.
Ele lembrou, porém, que essa decisão cabe ao Conselho Monetário
Nacional (CMN), formado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do
Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central,
Alexandre Tombini.
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