Nasa divulga imagens de satélite que mostram poluição sobre a China
A
primeira imagem, feita nesta segunda-feira (14) mostra camada de
poluição (em cinza) sobre Pequim; a imagem abaixo mostra a mesma região
no dia 3 de janeiro (Foto: Modis/Nasa) Poluição impede visualização de incêndio
A Agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira (15)
imagens de satélite que mostram a névoa espessa de poluição que cobre
Pequim, capital da China, que tem registrado desde o fim da última
semana níveis perigosos para a saúde de contaminação do ar.
As imagens abaixo foram feitas pelo satélite Modis nos dias 3 e 14 de
janeiro. Nelas é possível notar uma diferença da camada de poluição
sobre a metrópole chinesa, representada pela nuvem de fumaça em tons
mais cinzas.
Segundo a Nasa, que reproduz informações de agências de notícias do
país, os hospitais locais teriam aumentado em até 30% a quantidade de
atendimentos de pessoas que apresentaram problemas respiratórios.
Segundo o padrão da Organização Mundial de Saúde (chamado PM 2.5), a
concentração média de partículas de poluição é de 25 microgramas por
metro cúbico. Acima de cem, o nível já não é considerado saudável. Acima
de 300, crianças e idosos devem permanecer em casa. Na segunda-feira
(14), os níveis atingiram 350 em Pequim, segundo o governo.
O incêndio em uma fábrica no leste do país passou despercebido durante
três horas devido à camada de poluição. Depois que os bombeiros na
província de Zhejiang foram finalmente alertados sobre o incêndio na
madrugada de segunda, eles levaram dez horas para extinguir as chamas,
que destruíram uma grande quantidade de móveis, informou a agência de
notícias "Xinhua".
"Devido à névoa espessa que impregna o ar no momento, a fumaça inicial e
as chamas produzidas pelo fogo levaram inesperadamente quase três horas
para serem descobertas por moradores próximos", informou a agência.

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