Conta de luz deve cair mais

A presidente Dilma Rousseff anunciará nesta quarta-feira, dia 23, em pronunciamento, que a conta de luz cairá mais do que o prometido em setembro passado, com a redução para residências de 18,5% na média, disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto. Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, a tarifa de energia para a indústria cairá de 32% a 34%.

Inicialmente, o governo pretendia garantir uma redução da conta de luz de cerca de 16% para residências e de até 28% para indústrias.
Segundo essa mesma fonte, a diferença será paga pelo Tesouro Nacional, que elevará os aporte anual para cobrir a conta dos R$ 3,3 bilhões previstos inicialmente para mais de R$ 8 bilhões.
As novas tarifas das distribuidoras, já com os descontos, serão votadas na quinta-feira, a partir das 10h, pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em processo de revisão tarifária extraordinária. Os descontos entrarão em vigor em 5 de fevereiro.
Racionamento
O pronunciamento da presidente também será usado para responder às diversas críticas que ganharam corpo este ano. A demora no início do período de chuvas em muitos Estados e a necessidade de uso intensivo das usinas térmicas levaram diversos analistas a afirmar que o corte das tarifas de luz prometido pela presidente seria afetado.
No final do ano passado, no café da manhã que ofereceu aos jornalistas que acompanham o dia a dia do Palácio do Planalto, a presidente Dilma já havia reagido às insinuações de impossibilidade do governo em reduzir o preço pago pela energia no País. Dilma chegou a tachar de "ridícula" a hipótese de racionamento de energia. A presidente pretende reiterar que esta possibilidade está fora do horizonte do governo, que trabalha para assegurar o fornecimento contínuo de energia, mesmo que para isso tenha que manter as térmicas ligadas por mais tempo.
A aprovação da lei que renovou as concessões do setor elétrico e prevê uma redução, média, de 20% na conta de luz, deixou o Planalto aliviado, apesar de empresas importantes - como Cemig, Copel e Cesp - terem recusado fazer a renovação antecipada seguindo os termos fixados pelo Planalto. Dilma criticou a postura assumida pelas empresas - que operam em Estados sob comandado do PSDB.
Persistência
As insistentes afirmações de pessoas do próprio setor elétrico, falando em dificuldades de manter a promessa de cortar o custo da eletricidade a partir do próximo mês, preocupavam o Planalto. Para a presidente Dilma, esta redução é praticamente uma "questão de honra". O governo ainda precisa equacionar alguns detalhes para que a medida seja efetivada.
Após a primeira reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em 2013, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que as usinas que usam combustíveis como gás e carvão para gerar eletricidade - as termoelétricas - deverão permanecer ligadas, pelo menos, até o fim de abril. Até lá, o governo acredita que os reservatórios das hidrelétricas já terão começado a voltar a níveis adequados, que permitirão substituir a geração de energia mais cara, por uma mais barata. O prazo, considerado longo por alguns setores, ainda é motivo de preocupação por parte do governo.
Esta escalada das preocupações com o fornecimento de energia obrigou o governo a vir a público defender a estratégia montada para atender à demanda por eletricidade e evitar algum tipo de racionamento.

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