Atoleiros na Transamazônica


Durante o inverno amazônico, com as chuvas mais intensas, os atoleiros na rodovia Transamazônica se multiplicam. A estrada vira um caos, e complica a vida de motoristas e passageiros, que são obrigados a fazer uma viagem demorada e perigosa.

Quem precisa viajar pela rodovia Transamazônica entre os municípios de Itupiranga e Marabá, ambos na região sudeste do estado, enfrenta um trecho de mais de um quilômetro de atoleiros, que deixam o trânsito parado. Sem poder seguir viagem, dezenas de caminhões estacionam a beira da estrada e esperam o tempo melhorar.
Atoleiros ocupam trechos de um quilômetro na Transamazônica (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Quem tenta passar, se arrisca. "Daqui até Itupiranga está crítico, muito crítico. É prejuízo para quem precisa e para nós né, que precisamos trafegar", lamenta o motorista Kennedi Dantas.
Muitos motoristas que tentam passar pelo atoleiro, acabam ficando no meio do caminho. "Todo ano é desse jeito, complicadíssimo", afirma Manoel, um dos motoristas que tentava passar pelo local. Segundo o condutor, ele já estaria parado no local há mais de três horas.

Um ônibus que vinha da cidade de Tucumã precisou parar na estrada. "É um sacrifício. A gente já vem lutando a mais de dez anos que eu tô nessa linha aqui, e é cada vez pior", comenta o motorista do ônibus, Francisco Wellington.
Uma ambulância trazia um índio que estava com a perna quebrada. Há horas na estrada, o motorista tentava chegar ao hospital mais próximo. "Eu vim de manhã e não deu [para passar]. Aí eu vim agora e está do mesmo jeito", conta Francisco João da Silva.
Motoristas precisam se ajudar para retirar veículos dos atoleiros (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Os caminhoneiros, quem precisam da rodovia para trabalhar, reclamam da situação. "Eu gasto dois dias, dois dias e pouco no asfalto, e aqui são 4 ou 5 dias", enumera o condutor José Arnaldo Pereira. "Se não for os amigos entre si, o cara apodrece aí. Passa aí na beira da estrada, e ninguém dá assistência nenhuma", ressalta outro motorista, José Gonzaga.
Por telefone, a unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Marabá informou ao G1 que o trecho da rodovia Transamazônica entre Itupiranga e Marabá, que tem 40km, é quase todo asfaltado. O trecho em que não há asfalto seria de apenas um quilômetro, mas estaria em boas condições de tráfego.

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