Comissão aprova PEC que amplia independência da AGU
A
Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos
Deputados aprovou, por unanimidade, a PEC 452/2009, que trata das
prerrogativas e funções da Advocacia Pública.
Esta proposta,
juntamente com a PEC 443/09, pretende garantir tratamento isonômico
entre as Funções Essenciais à Justiça tanto na questão remuneratória
como em estrutura e prerrogativas, conforme prevê a Constituição
Federal.
Pela proposta, a AGU passa a ter autonomia institucional e
seus membros passam a ter independência funcional e as garantias de
vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio, além do
direito de receber honorários advocatícios relativos aos processos em
que atuam.
Pelo texto da PEC, os procuradores dos municípios
também têm direito a todas essas garantias. Hoje, a Constituição
menciona apenas procuradores da União, dos estados e do Distrito
Federal.
A proposta proíbe integrantes das carreiras da AGU de
administrar sociedade comercial e de contrariar súmula, parecer, ato
normativo ou orientação técnica adotada pelo chefe da instituição.
O
advogado-geral da União, cargo de livre nomeação do presidente da
República, passa a ser submetido ao Senado e terá mandato de dois anos,
permitida a recondução. Conforme a proposta, sua destituição, por
iniciativa do presidente da República, deverá ser precedida de
autorização da maioria absoluta do Senado, em votação secreta.
As
PECs 452 e 443 foram apresentadas em 2009 como parte do Movimento
Nacional de Reforma da Advocacia Pública, reunindo esforços da
Associação Nacional dos Procuradores Municipais, juntamente com as
entidades represebtativas da classe.
Com a aprovação na CCJ, a
proposta terá seu mérito examinado por comissão especial que ainda será
instituída. A PEC 443/2009 também está em análise de mérito em comissão
especial. Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados.
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