Prefeita de Santarém fala sobre 8 anos de governo
O Jornal Tapajós 1ª edição recebeu nos estúdios, na última
segunda-feira (24) a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins (PT),
que fez um balanço sobre os oito anos de governo.
1 – Como a senhora avalia seus oito anos de governo?
R= Há oito anos nos dispusemos a governar em busca do desenvolvimento com justiça social. Isso significa equilibrar os investimentos na cidade e também para as pessoas. Para mim, de que adianta uma cidade linda, toda arrumada e um povo pobre, excluído e sem oportunidades? Mas não vale a pena um povo com todas as coberturas sociais e a cidade não prestar. Nosso governo se propôs a fazer este equilíbrio e tivemos algumas marcas de governo que são importantes. Se hoje alguém me perguntar qual a característica principal do governo, para mim é este fato, ou seja, nós investimos muito dinheiro nas áreas de saúde, educação, geração de emprego e renda, esporte, cultura, lazer, inclusão digital, trabalhar para os pescadores, aumentar a nossa base econômica em Santarém que antes era única, somente grãos. Nós fortalecemos as outras também sem excluir nenhuma. Continua sendo grãos, madeira, mas incluímos coisas importantes, como comércio, turismo, agricultura familiar, pesca e criamos espaços para apoiar essas políticas para aqueles que mais precisavam, os camelôs, a atividade informal. Todos esses tiveram espaço muito apropriado e muito específico dentro do nosso governo. Nós criamos uma secretaria de Segurança Cidadã que trabalhou em parceria com a Polícia Civil e com a Polícia Militar esse tempo todinho, exatamente para tentar evitar ou diminuir que isso não acontecesse. Santarém ainda é uma cidade boa de viver, mas sabemos que se não houver investimentos você fica de braços atados. Eu acho que a gente não podia fazer isso como Prefeitura. A Educação, a meu ver, foi a marca do governo. (...) Poucas vezes estivemos inadimplentes. Eu investi para que nós tivéssemos possibilidades reais de que Santarém, o tempo todo, estivesse apta a receber os investimentos. Na Educação, nós somos premiados, somos referência nacional, acabamos de receber o selo Unicef. Também uma das nossas características é governar para as crianças e para os jovens.
2 – Na sua prestação de contas, a senhora disse o que deixa para o próximo gestor. Esclareça o que fica.
R= Estamos fazendo uma transição muito tranquila, muito transparente, de muito respeito porque eu não quero que a população sofra com a solução de continuidade do que a gente está deixando, ou seja, eu quero fazer um cenário melhor possível para que o novo prefeito possa ter o melhor primeiro ano de governo dos últimos prefeitos. Para isso, é necessário que façamos essa prestação de contas até para a transição. Eu deixei dito lá que estamos com várias escolas e unidades de saúde em construção, temos o início do hospital materno-infantil, a conclusão do PAC do Uruará e Mapiri. Temos muito recurso do governo federal de convênios para fazer essas estruturas. Na estrutura de asfalto, nós estamos deixando aproximadamente seis milhões de reais para fazer o recapeamento e alguns milhões de reais para fazer o Centro da cidade e o Santarezinho, que não deu tempo nem de eu começar. São recursos que, tenho certeza, com uma boa gestão e as pessoas sabendo articular bem essa liberação do governo federal e do governo do Estado, ele fará um excelente primeiro ano de governo.
3 – Qual foi a principal dificuldade que a senhora teve em administrar Santarém?
R= Os desafios são imensuráveis porque Santarém é uma cidade grande, uma cidade polo, uma cidade que é preparada para ser capital, mas que tem orçamento de cidade pequena, nosso orçamento ainda é pouco, o que nos obriga a fazer uma capitação direta em Brasília e Belém. Prefeito, se ficar aqui, não vai ter condições de governar, tem que estar todo o tempo em Brasília e em Belém solicitando os apoios porque o nosso orçamento próprio é muito pequeno e Santarém, onde muitos já sabem os seus direitos, tudo isso custa muito dinheiro, o que nos obriga a buscar recursos lá de Brasília e Belém. A maior dificuldade que a gente tem é a questão financeira. Você tem que se articular. Eu gasto, aproximadamente 400 mil reais por mês para deixar Santarém adimplente, com suas certidões, com tudo. Esse dinheiro é sagrado porque eu sei que a qualquer momento pode sair recurso. Eu estou deixando mais de cem convênios. Quando comecei a governar, eu recebi quatro convênios. São obras em continuidade que precisam de toda a atenção para que possam continuar, inclusive novos [convênios] que eu já fiz articulada com a transição (...). Colocamos dois ou três projetos que vão começar já na gestão dele [Alexandre Von].
4 – A Educação teve uma notoriedade muito grande no seu governo. Esclareça o que a senhora está deixando nessa área.
R= A maioria dos programas que aplicamos na Educação são do governo federal. Eles começaram com o presidente Lula e continuam com a presidenta Dilma. Alguns são tipicamente santarenos, como o Casinha de Leitura, que por sinal, já recebi do governo anterior. Eu só fiz aprimorar. É um exemplo típico de que quando a política é boa a gente continua. Eu recebi uns dois ou três programas que eu continuei. Nós estamos muito bem posicionados no Ideb. O que penso que devemos fazer é pegar todos os programas que nós temos, aprimorá-los para melhorar cada vez mais o Ideb. Eu fico com pena de não ter conseguido mostrar para a população isso. O meu governo acabou sendo julgado pela rua das pessoas que não foi asfaltada. Eles não compreenderam que um bom governo é aquele que investe em educação. Eu não conheço um país que tenha rompido o ciclo da pobreza que não tenha sido pela educação. O asfalto é importante, mas a gente não come asfalto, o asfalto não nos leva para um futuro melhor. O que nos dá esse futuro é a educação. Eu não consegui passar isso para a maioria da população. Por isso que a Lucineide foi a nossa candidata, porque ela realmente encarnou essa figura da libertação do povo através da educação das nossas crianças. Garantir a eles a oportunidade de poder ter um futuro melhor do que seus pais tiveram. A população acabou julgando o governo por sua rua que não tem asfalto ou por uma vez que tenha ido ao hospital e tenha sido destratado por um médico, uma coisa ou outra. Eles não viram o conjunto da cidade, o que avançou na Educação, na infraestrutura da saúde, estrutura essa que não tinha nada antes de eu começar a governar. Estou deixando um hospital de urgência e emergência, vou inaugurar uma UPA agora, SAMU, todos os programas do governo federal nós puxamos para cá para a Saúde. Hoje, já recebemos R$ 1,5 milhão para merenda escolar do ano que vem. Portanto, eles não vão ter nem problema. Em janeiro vão fazer a licitação, quando começar as aulas em fevereiro já vai ter merenda para que eles possam distribuir (...).
5 – E quanto ao futuro de Maria do Carmo?
R= Eu pretendo entregar a faixa para o meu sucessor porque nós estamos fazendo uma transição muito boa e de muito respeito. Coroa essa transição exatamente com a transmissão do cargo com a faixa. Depois, eu vou para Belém, vou reassumir o meu cargo no Ministério Publico, eu já sou titular de Belém, portanto, preciso ir para lá, mas vou estar sempre aqui porque minha família também parte dela vai ficar aqui. Vou procurar, nesses dois anos que vem aí pela frente, fortalecer o Partido dos Trabalhadores, o diálogo articular em Belém, ajudar no que for preciso fazer e me colocar sempre à disposição aqui também do Partido dos Trabalhadores e de todo um projeto de concepção diferenciada que nós temos.
6 – Considerações...
R= Eu quero agradecer todos os que apostaram no nosso projeto , não só apostaram mas confiaram, acreditaram e que realmente fizeram o nosso um dos melhores governos que essa cidade já teve. Só o tempo irá mostrar o quanto o nosso tempo foi bom. Agradeço a todos os que se dedicaram e que colocaram o que tinha de melhor à disposição do governo e da concepção política, eu quero desejar um feliz 2013, coincidência ou não, é um 13. Espero que seja um dos melhores anos da vida de cada um de vocês!
A prefeita Maria do Carmo governa Santarém desde 2005 até a próxima segunda-feira (31) de 2012. Na próxima terça-feira (1º) irá encerrar sua gestão repassando o cargo ao prefeito eleito Alexandre Von, que deve governar o município de 2013 a 2016.
Fonte: Notapajos
1 – Como a senhora avalia seus oito anos de governo?
R= Há oito anos nos dispusemos a governar em busca do desenvolvimento com justiça social. Isso significa equilibrar os investimentos na cidade e também para as pessoas. Para mim, de que adianta uma cidade linda, toda arrumada e um povo pobre, excluído e sem oportunidades? Mas não vale a pena um povo com todas as coberturas sociais e a cidade não prestar. Nosso governo se propôs a fazer este equilíbrio e tivemos algumas marcas de governo que são importantes. Se hoje alguém me perguntar qual a característica principal do governo, para mim é este fato, ou seja, nós investimos muito dinheiro nas áreas de saúde, educação, geração de emprego e renda, esporte, cultura, lazer, inclusão digital, trabalhar para os pescadores, aumentar a nossa base econômica em Santarém que antes era única, somente grãos. Nós fortalecemos as outras também sem excluir nenhuma. Continua sendo grãos, madeira, mas incluímos coisas importantes, como comércio, turismo, agricultura familiar, pesca e criamos espaços para apoiar essas políticas para aqueles que mais precisavam, os camelôs, a atividade informal. Todos esses tiveram espaço muito apropriado e muito específico dentro do nosso governo. Nós criamos uma secretaria de Segurança Cidadã que trabalhou em parceria com a Polícia Civil e com a Polícia Militar esse tempo todinho, exatamente para tentar evitar ou diminuir que isso não acontecesse. Santarém ainda é uma cidade boa de viver, mas sabemos que se não houver investimentos você fica de braços atados. Eu acho que a gente não podia fazer isso como Prefeitura. A Educação, a meu ver, foi a marca do governo. (...) Poucas vezes estivemos inadimplentes. Eu investi para que nós tivéssemos possibilidades reais de que Santarém, o tempo todo, estivesse apta a receber os investimentos. Na Educação, nós somos premiados, somos referência nacional, acabamos de receber o selo Unicef. Também uma das nossas características é governar para as crianças e para os jovens.
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2 – Na sua prestação de contas, a senhora disse o que deixa para o próximo gestor. Esclareça o que fica.
R= Estamos fazendo uma transição muito tranquila, muito transparente, de muito respeito porque eu não quero que a população sofra com a solução de continuidade do que a gente está deixando, ou seja, eu quero fazer um cenário melhor possível para que o novo prefeito possa ter o melhor primeiro ano de governo dos últimos prefeitos. Para isso, é necessário que façamos essa prestação de contas até para a transição. Eu deixei dito lá que estamos com várias escolas e unidades de saúde em construção, temos o início do hospital materno-infantil, a conclusão do PAC do Uruará e Mapiri. Temos muito recurso do governo federal de convênios para fazer essas estruturas. Na estrutura de asfalto, nós estamos deixando aproximadamente seis milhões de reais para fazer o recapeamento e alguns milhões de reais para fazer o Centro da cidade e o Santarezinho, que não deu tempo nem de eu começar. São recursos que, tenho certeza, com uma boa gestão e as pessoas sabendo articular bem essa liberação do governo federal e do governo do Estado, ele fará um excelente primeiro ano de governo.
3 – Qual foi a principal dificuldade que a senhora teve em administrar Santarém?
R= Os desafios são imensuráveis porque Santarém é uma cidade grande, uma cidade polo, uma cidade que é preparada para ser capital, mas que tem orçamento de cidade pequena, nosso orçamento ainda é pouco, o que nos obriga a fazer uma capitação direta em Brasília e Belém. Prefeito, se ficar aqui, não vai ter condições de governar, tem que estar todo o tempo em Brasília e em Belém solicitando os apoios porque o nosso orçamento próprio é muito pequeno e Santarém, onde muitos já sabem os seus direitos, tudo isso custa muito dinheiro, o que nos obriga a buscar recursos lá de Brasília e Belém. A maior dificuldade que a gente tem é a questão financeira. Você tem que se articular. Eu gasto, aproximadamente 400 mil reais por mês para deixar Santarém adimplente, com suas certidões, com tudo. Esse dinheiro é sagrado porque eu sei que a qualquer momento pode sair recurso. Eu estou deixando mais de cem convênios. Quando comecei a governar, eu recebi quatro convênios. São obras em continuidade que precisam de toda a atenção para que possam continuar, inclusive novos [convênios] que eu já fiz articulada com a transição (...). Colocamos dois ou três projetos que vão começar já na gestão dele [Alexandre Von].
4 – A Educação teve uma notoriedade muito grande no seu governo. Esclareça o que a senhora está deixando nessa área.
R= A maioria dos programas que aplicamos na Educação são do governo federal. Eles começaram com o presidente Lula e continuam com a presidenta Dilma. Alguns são tipicamente santarenos, como o Casinha de Leitura, que por sinal, já recebi do governo anterior. Eu só fiz aprimorar. É um exemplo típico de que quando a política é boa a gente continua. Eu recebi uns dois ou três programas que eu continuei. Nós estamos muito bem posicionados no Ideb. O que penso que devemos fazer é pegar todos os programas que nós temos, aprimorá-los para melhorar cada vez mais o Ideb. Eu fico com pena de não ter conseguido mostrar para a população isso. O meu governo acabou sendo julgado pela rua das pessoas que não foi asfaltada. Eles não compreenderam que um bom governo é aquele que investe em educação. Eu não conheço um país que tenha rompido o ciclo da pobreza que não tenha sido pela educação. O asfalto é importante, mas a gente não come asfalto, o asfalto não nos leva para um futuro melhor. O que nos dá esse futuro é a educação. Eu não consegui passar isso para a maioria da população. Por isso que a Lucineide foi a nossa candidata, porque ela realmente encarnou essa figura da libertação do povo através da educação das nossas crianças. Garantir a eles a oportunidade de poder ter um futuro melhor do que seus pais tiveram. A população acabou julgando o governo por sua rua que não tem asfalto ou por uma vez que tenha ido ao hospital e tenha sido destratado por um médico, uma coisa ou outra. Eles não viram o conjunto da cidade, o que avançou na Educação, na infraestrutura da saúde, estrutura essa que não tinha nada antes de eu começar a governar. Estou deixando um hospital de urgência e emergência, vou inaugurar uma UPA agora, SAMU, todos os programas do governo federal nós puxamos para cá para a Saúde. Hoje, já recebemos R$ 1,5 milhão para merenda escolar do ano que vem. Portanto, eles não vão ter nem problema. Em janeiro vão fazer a licitação, quando começar as aulas em fevereiro já vai ter merenda para que eles possam distribuir (...).
5 – E quanto ao futuro de Maria do Carmo?
R= Eu pretendo entregar a faixa para o meu sucessor porque nós estamos fazendo uma transição muito boa e de muito respeito. Coroa essa transição exatamente com a transmissão do cargo com a faixa. Depois, eu vou para Belém, vou reassumir o meu cargo no Ministério Publico, eu já sou titular de Belém, portanto, preciso ir para lá, mas vou estar sempre aqui porque minha família também parte dela vai ficar aqui. Vou procurar, nesses dois anos que vem aí pela frente, fortalecer o Partido dos Trabalhadores, o diálogo articular em Belém, ajudar no que for preciso fazer e me colocar sempre à disposição aqui também do Partido dos Trabalhadores e de todo um projeto de concepção diferenciada que nós temos.
6 – Considerações...
R= Eu quero agradecer todos os que apostaram no nosso projeto , não só apostaram mas confiaram, acreditaram e que realmente fizeram o nosso um dos melhores governos que essa cidade já teve. Só o tempo irá mostrar o quanto o nosso tempo foi bom. Agradeço a todos os que se dedicaram e que colocaram o que tinha de melhor à disposição do governo e da concepção política, eu quero desejar um feliz 2013, coincidência ou não, é um 13. Espero que seja um dos melhores anos da vida de cada um de vocês!
A prefeita Maria do Carmo governa Santarém desde 2005 até a próxima segunda-feira (31) de 2012. Na próxima terça-feira (1º) irá encerrar sua gestão repassando o cargo ao prefeito eleito Alexandre Von, que deve governar o município de 2013 a 2016.
Fonte: Notapajos
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