Aluno cotista de baixa renda receberá bolsa de R$ 400
O ministro da educação Aloizio Mercadante durante entrevista nesta terça-feira (Foto: Valter Campanato/
Agência Brasil)
Agência Brasil)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta
terça-feira (8) que alunos de baixa renda aprovados por meio de cotas
em universidades federais receberão uma bolsa de R$ 400 por mês para
pagar despesas do curso. A assistência foi inserida, segundo
Mercadante, em uma medida provisória editada pela presidente Dilma
Rousseff e que tramita no Congresso Nacional.
Para entrar em vigor, a bolsa depende da aprovação do Orçamento de
2013, que deve ser votado no início de fevereiro. Segundo o MEC, a
expectativa é de que o benefício seja distribuído já no início do ano
letivo.
Este ano, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já reserva cotas
nas universidades e institutos federais de ensino superior para alunos
de escolas públicas. As inscrições para o Sisu foram abertas na segunda-feira (7) e às 14h desta terça-feira registravam 1,1 milhão de candidatos.
De acordo com o ministro, serão beneficiados alunos com renda
familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo que optarem
por cursos com carga horária diária superior a cinco horas. Os R$ 400
serão pagos por meio de um cartão magnético entregue pelo MEC,
semelhante ao que ocorre no programa Bolsa Família.
Segundo o ministro, o objetivo da bolsa é garantir que o estudante
não abandone a universidade. “Já encaminhamos a MP para o Congresso.
Esses estudantes que recebem renda familiar igual ou inferior a 1,5
salário mínimo e que optarem por cursos com mais de cinco horas de
jornada terão direito a uma bolsa de R$ 400 por mês assim que entrarem
na universidade e durante todo o curso”, afirmou.
Em agosto, entrou em vigor a lei que determina que até 2016, 50%
das vagas das instituições federais sejam para alunos que fizeram todo
o ensino médio em escola pública.
Além disso, metade deste índice será para alunos com renda familiar
até 1,5 salário mínimo. Há ainda um percentual para estudantes
autodeclarados pretos, pardos e indígenas de acordo com a proporção
desta população no estado da instituição, segundo o IBGE. Apesar de as
instituições terem cerca de três anos para se adequarem gradativamente
à lei, em 2013, pelo menos 30% do total de vagas ofertadas pelas
universidades já serão preenchidas nestes critérios.
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