Tribunal mantém condenação por aditamento irregular de contrato público
Foi
mantida em segundo grau a pena aplicada ao ex-Prefeito de Vargem
Bonita, Balduino Ravadelli, à ex-Secretária Municipal de Saúde, Cláudia
Regina Guerra, e ao Laboratório Pasteur de Análises Clínicas e a seu
proprietário, Gláucio Grando Galli,em ação civil pública ajuizada pelo
Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A
ação ajuizada pela Promotoria de Justiça da comarca de Catanduvas
relata que, após o laboratório credenciado para operar pelo SUS em Vargem Bonita
fechar as portas, a Prefeitura - mesmo não autorizada pelo Estado a
transferir o serviço para outro laboratório - fez licitação mediante
carta convite, da qual resultou vencedor o Laboratório Pasteur.
Consta
na ação que, em apenas 28 dias após a licitação, o novo contrato foi
aditado de maneira que dobrou o número de exames oferecidos e aumentou
em 600% o valor licitado. Entretanto, a legislação só permite o
aditamento de contratos com o Poder Público em situações excepcionais e
devidamente justificadas, até o limite de 25% do valor inicial para
prestação de serviços ou compras.
Além
disso, conforme a ação, o Laboratório Pasteur utilizou bem público - o
posto de saúde municipal - para efetuar o atendimento e a coleta de
material para exame sem o trâmite previsto em lei, que inclui
autorização do Legislativo Municipal.
Os
réus foram condenados pelo Juízo da Comarca de Catanduvas a restituir o
município de Vargem Bonita em R$17.344,24 e a pagar multa de duas vezes
esse valor, atualizado monetariamente, de forma solidária.
Inconformados, apelaram ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que
desproveu os recursos por votação unânime da Terceira Câmara de Direito
Público. A decisão é passível de recurso. (Apelação n.2011.051194-7)
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
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