Promotoria aciona poder público por irregularidades no gerenciamento do lixão
A
Promotoria de Justiça de Terra Rica ajuizou uma ação civil pública
contra a Prefeitura de Terra Rica devido a irregularidades na destinação
do lixo e no gerenciamento do lixão e do aterro sanitário do município.
A
Promotoria propõe que o município tenha 90 dias para conciliar técnicas
de instalação, operação e destinação final dos resíduos sólidos do
aterro da cidade após a expedição do Licenciamento Ambiental expedido
pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A
ação também requer que a Prefeitura instale, no prazo de 120 dias, a
Usina de Triagem e Compostagem (transformação dos resíduos em composto
orgânico) dos resíduos orgânicos e promover um Programa de Coleta
Seletiva de Lixo na cidade. A Promotoria também prevê que a Prefeitura
restaure as condições iniciais da área e indenize os danos causados ao
meio ambiente;
Em
abril de 2001, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
entre o Município, o MP-PR e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente para
solucionar os problemas em relação ao lixão e ao aterro sanitário do
município. Porém, em julho de 2010, Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA) relatou à Promotoria que no
local ainda estavam sendo depositados resíduos que causariam prejuízos
ao meio ambiente.
Segundo
o promotor de Justiça responsável pela ação, Lucas Junqueira Bruzadelli
Macedo, “o lixo, disposto inadequadamente, sem qualquer tratamento,
pode poluir o solo, alterando suas características físicas,químicas e
biológicas, constituindo-se num problema de ordem estética e, mais
ainda, numa séria ameaça à saúde pública”.
Segundo
a Promotoria, o IAP realizou a vistoria e autuou uma infração ao
município, porém não houve qualquer resposta. Além disso, o Município
não teria realizado qualquer tipo de ação para promover a correta
destinação e gerenciamento dos resíduos. Além disso, a Promotoria também
afirma que o Município não possui o licenciamento ambiental para operar
os resíduos sólidos, nem qualquer programa de reciclagem e compostagem
dos resíduos.
Fonte: Ministério Público do Paraná
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