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Apenas 181 municípios não participam do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa
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As turmas de alfabetização das escolas públicas da grande
maioria dos municípios brasileiros vão iniciar o ano com metas
ambiciosas. A partir do início das aulas, no próximo mês, os professores
dessa etapa desenvolverão atividades propostas pelo Ministério da
Educação para garantir que todas as crianças brasileiras sejam alfabetizadas até os 8 anos de idade
.
Todos os municípios foram convidados a participar do
projeto, que concederá formação de professores, bolsas de estudo,
materiais didáticos. O modelo proposto pelo governo federal exige que os
alfabetizadores tenham acompanhamento de um tutor, os alunos sejam
avaliados ao final de cada ciclo e as atividades sejam fiscalizadas pela
sociedade.
Os gestores de 5.319 municípios aderiram ao Pacto
Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Apenas sete optaram
por não participar do projeto – São Cristóvão (SE), Pinheiral (RJ),
Auriflama (SP), Guarantã (SP), Itaberá (SP), São Joaquim da Barra (SP) e
Tavares (RS) – e 174 não se manifestaram em relação ao convite feito
pelo Ministério da Educação.
Dados do programa mostram ainda que, do total
de 5.565 municípios do País, em outros 46 municípios há atrasos na
adesão ao programa. Em 19 cidades, os gestores não indicaram
coordenadores regionais do projeto, exigidos pelo governo federal para
fechar a parceria. No restante (27), o processo de adesão não foi
concluído, apesar da nomeação do coordenador.
O pacto foi lançado sem um diagnóstico
preciso sobre a situação dos estudantes que concluem o ciclo de
alfabetização no País. Até o momento, não existe um exame oficial sendo
usado sistematicamente para medir a aprendizagem das crianças. Em 2011, o
Movimento Todos pela Educação aplicou um teste, chamado de Prova ABC, a
6 mil alunos.
Apesar do caráter amostral, o exame acendeu um alerta aos gestores. Os resultados mostraram que apenas 48,6% dos alunos que concluíram o 3° ano do ensino fundamental na rede pública tinham a capacidade de leitura esperada
para a etapa. Em Matemática, apenas 32,6% dos estudantes da rede pública demonstraram o conhecimento esperado.
Para quem coordena as atividades do pacto nas secretarias
de educação, a oferta de formação para os professores e os materiais
didáticos que serão distribuídos são importantes atrativos. “É mais um
instrumento que traz novos subsídios interessantes para nós. Os
materiais lúdicos e a formação dos professores vão promover uma
intervenção positiva no processo”, afirma Sandra Zita, subsecretária de
Educação Básica do Distrito Federal. Dentro do cronograma
Apesar da proximidade do início das aulas, os professores
que ensinarão as crianças brasileiras a ler e escrever ainda não
fizeram os primeiros cursos de formação do projeto. De acordo com o
calendário do Pacto, os cursos para os alfabetizadores, assim como o
envio dos livros didáticos e paradidáticos e jogos educativos, só
ocorrerão entre fevereiro e março.
Nesse momento, os orientadores de estudo escolhidos nas
secretarias devem estar concluindo os cursos de formação e montando as
turmas para replicar esses conhecimentos aos alfabetizadores. Caso de
Elenir Garcia da Silva, professora da rede municipal de Porto Alegre
(RS), que vai atuar este ano como orientadora de outros 25 professores.
Durante esta semana, Elenir se juntou a outros 21
orientadores para participar de oficinas e palestras organizadas pela
Universidade Federal de Pelotas. Ela é assessora pedagógica de nove
escolas que se dedicam à alfabetização. “Essas crianças vêm de famílias
pouco letradas. Nosso desafio é atuar a partir das experiências de vida
delas”, conta.
Para a orientadora, os profissionais precisam entender
que o processo de alfabetização é um ciclo, mas que tem de ser iniciado
desde o primeiro ano. Maria Cristina Garavelo, diretora pedagógica
adjunta da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, conta que
os alfabetizadores serão formados entre 25 e 26 de fevereiro.
As datas, tanto para ela, quanto a gestora de Brasília,
não prejudicarão as atividades no início do ano letivo. “Nós já
desenvolvemos um projeto próprio de monitoramento do ciclo de
alfabetização na cidade desde 2007 e temos conseguido resultados muito
bons. A política do governo federal só acrescenta e não estamos
restritos a ela. Por isso, o calendário não nos prejudica”, garante
Sandra. No DF, 165 orientadores serão formados no dia 14 de fevereiro.
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