Sespa pretende ampliar número de leitos no Pará
Em todo o Pará, pacientes aguardam em longas filas de espera para conseguir uma vaga na central de leitos, que irá direcionar o paciente a um dos hospitais do estado. O problema é que muitos doentes em estado grave acabando perdendo a vida enquanto a vaga não surge.
"Em dois anos, aumentamos em 50% a resolução do caso de crianças que precisavam de cirurgias cardíacas, por exemplo. Os leitos, além de poucos, eram inadequados, e o tipo de cirurgia feita ainda era a do modo tradicional, em que o peito da criança é aberto. Em 2012 foram realizadas além das cirurgias de peito aberto, outras por cateterismo cardíaco, por hemodinâmica. Um total de 42 procedimentos novos que foram feitos. E para agilizar a fila, chegamos a operar 14 crianças em hospitais particulares de Belém", explica a secretária adjunta da Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), Heloísa Guimarães.
Heloísa Guimarães afirma que os casos de alguns pacientes que estão em filas de espera estão sendo revistos "Há pouco tempo, localizamos 12 crianças que estavam na fila, mas só seis delas vão precisar operar, as outras seis serão submetidas a cateterismo. Estamos contando com o apoio de especialistas para agilizar esse processo", explica.
Com a oferta de novos leitos e sua distribuição em diversos municípios paraenses, a Sespa objetiva descentralizar os atendimentos da capital paraense. Enquanto isso não acontece, uma alternativa adotada pela secretaria tem sido a realização de mutirões de cirurgias, como a que aconteceu recentemente em Santarém, na região do Baixo Amazonas, quando 900 cirurgias de catarata foram feitas.
"Casos mais emergenciais não vão ficar sem atendimento. Desde o ano passado, estamos enviando pacientes para hospitais privados, outros estão sendo enviados para outros estados, como o caso de um paciente que precisava de um transplante hepático e foi enviado para Fortaleza. Um outro paciente com leucemia foi mandado para Minas Gerais. Dispomos inclusive de uma UTI aérea para facilitar essa remoção e garantir que o doente chegue estável até o seu destino final", completa a secretária adjunta da Sespa.
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