Licenciamentos municipais foram repassados para SEMA
O
anúncio foi feito no sábado, 26, em uma entrevista coletiva, após
reunião entre técnicos das Secretarias Municipal (SEMMA) e Estadual de
Meio Ambiente (SEMA). Dos 13 empreendimentos, entre loteamentos e
conjuntos habitacionais, avaliados nove continuarão sob a competência do
Município.
Como são empreendimentos com área acima de dois hectares, a
SEMMA vai solicitar a visita de uma delegação à Secretaria Estadual para
estabelecer um termo de referência de correção para proceder de forma
correta a regularização dos empreendimentos.
Os
outros quatro empreendimentos, devido a complexidade e impacto, serão
retomados pela SEMA. O conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida,
empreendimento social que deve atender a 3.185 famílias e está em obras,
não será paralisado. Mas a Secretaria Estadual de Meio Ambiente deve
fazer correções. A obra é próxima a uma antiga área de lixão e não tem
estação para tratamento de esgoto.
O
empreendimento Caruatatuba, de 60 hectares, será suspenso e interditado
para fazer junto a SEMA correções de regularidade e execução. O
loteamento Gondin, de 97 hectares, também será suspenso e interditado.
Os técnicos da SEMA detectaram, entre outros problemas, a supressão
indevida de área de floresta.
Em
relação ao loteamento Buriti, o titular da pasta estadual de Meio
Ambiente, José Alberto Colares, admitiu que o empreendimento está irregular
em vários aspectos e por isso, também, será suspenso e interditado.
Segundo o secretário, os 487 hectares da obra não poderiam ter sido
fragmentados em cinco licenças. Além disso, os técnicos não encontraram
projetos e o EIA-RIMA (Estudo de Impacto e Relatório de Impacto
Ambiental). O loteamento Buriti já havia sido suspenso na sexta-feira,
25, pela Prefeitura, entre outros aspectos porque a Secretaria Municipal
de Meio Ambiente não tem autonomia para licenciar empreendimentos com
mais de dois hectares.
De
acordo com o secretário a suspensão dos projetos garante que seja
cumprida a legislação ambiental e que as empresas façam as correções dos
projetos. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Podalyro Neto, o
a Prefeitura tem o dever em dar segurança jurídica ao empreendedor e ao
cliente, no caso de loteamentos e conjuntos habitacionais.

Comentários
Postar um comentário