Bombeiros fazem pente fino em casas noturnas em São Paulo
A tragédia de Santa Maria
escancarou as precárias condições do Brasil na prevenção de incêndios
em locais de grandes aglomerações. Na ausência de lei federal, cada
Estado segue uma legislação específica e a grande maioria dos municípios
não dispõe de regra alguma.
Algumas capitais, como São Paulo, seguem o que estabelece Código de Obras e Edificações do Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) e se amparam também nos autos de vistoria do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, que nem sempre são levados em conta para definir se uma casa noturna deve ou não funcionar sem que o procedimento tenha sido atualizado.
“Poder funcionar sem o alvará, não pode. Como uso e ocupação do solo é uma atribuição da prefeitura, sempre que o proprietário tem um protocolo de vistoria - mesmo sem o alvará -, continua funcionando”, diz o major Marcel Scarpato Casassa, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo.
Algumas capitais, como São Paulo, seguem o que estabelece Código de Obras e Edificações do Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) e se amparam também nos autos de vistoria do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, que nem sempre são levados em conta para definir se uma casa noturna deve ou não funcionar sem que o procedimento tenha sido atualizado.
“Poder funcionar sem o alvará, não pode. Como uso e ocupação do solo é uma atribuição da prefeitura, sempre que o proprietário tem um protocolo de vistoria - mesmo sem o alvará -, continua funcionando”, diz o major Marcel Scarpato Casassa, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo o militar, há uma certa ‘flexibilização’ das
regras quando a prefeitura percebe que os proprietários estão tentando
se adequar. A licença para funcionamento deve ser reeditada a cada doze
meses, sempre antecedida pela vistoria dos bombeiros.
As exigências da legislação paulista estão entre as mais
rigorosas do país, mas a prefeitura só tem o controle sobre os 500
estabelecimentos com capacidade média para 500 pessoas autorizadas a
funcionar no ano passado. São classificadas como locais de reunião e
englobam casas de espetáculo como boates, cinemas e igrejas.
Os bombeiros começaram a fazer nesta segunda-feira um
levantamento completo das casas noturnas da capital. “É um ajuste fino”,
explica o major Casassa. O objetivo é aproveitar a lição de Santa Maria
para adequar as casas de espetáculo às normas de segurança contra
incêndios e interditar as que não estão adequadas.
A legislação paulista de prevenção em estabelecimento com
tamanho acima de 750 metros quadrados e 12 metros de altura é rigorosa.
Exige acesso de viaturas, segurança estrutural, compartimentação
horizontal e vertical, controle de material de acabamento, saídas de
emergência, plano de emergência, brigadas de incêndio, iluminação de
emergência, detecção de incêndio, alarme de incêndio, sinalização de
emergência, extintores, hidrantes e mangotinhos, chuveiros automáticos e
controle de fumaça.
O Corpo de Bombeiros não tem poder de polícia para evitar
o funcionamento de um estabelecimento, mas não emite o auto de vistoria
se os requisitos, atualizados num decreto do governador Geraldo
Alckmin, publicado no ano passado, não estiverem preenchidos.
As normas, no geral, são aplicadas de acordo com a
capacidade de lotação e o tamanho da edificação. Em ambiente fechado,
segundo o oficial, uso de objetos pirotécnicos é terminantemente
proibido.As vistorias do Contru, em São Paulo, observam proporções
entre lotação e tempo de escoamento do público, dimensão da rede
elétrica, sinalização e balizamento das rotas de fuga, comunicação
visual do local, a exibição de quadro com a lotação e a presença visível
da brigada de combate a incêndio. Com a tragédia de Santa Maria, essas
regras serão apertadas.

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