Comissão torna improbidade descontinuar projeto de gestão anterior
A
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou
proposta que caracteriza como ato de improbidade administrativa não dar
continuidade a programas e projetos, com recursos orçamentários
aprovados, iniciados em gestões anteriores. Pelo texto, a exceção valerá
apenas para os casos de força maior.
A
proposta está contida no Projeto de Lei 4539/12, do deputado Claudio
Cajado (DEM-BA). Segundo o autor, “é preciso dar um basta ao mau uso do
dinheiro público, impedindo que os novos gestores eleitos, por razões
meramente políticas, descontinuem as ações administrativas de seus
antecessores”.
A
relatora da proposta, deputada Flávia Morais (PDT-GO), acredita que o
custo tem sido alto com a descontinuidade de programas. “a sociedade
brasileira está cansada de ver obras abandonadas, hospitais sem
utilização, escolas sem equipamentos mínimos e tantas outras aberrações
praticadas com o dinheiro do contribuinte”, disse.
Lei
O
projeto acrescenta dispositivo à Lei de Improbidade Administrativa
(8.429/92). Atualmente, a lei estabelece penas para o mau gestor,
entendido como aquele cuja ação importe em enriquecimento ilícito em
razão do exercício de cargo público, cause lesão ao erário, mesmo por
omissão, ou atente contra os princípios da administração pública.
As
penas previstas incluem ressarcimento integral do dano, se houver,
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de
multa.
Tramitação
A
proposta será analisada pelas comissões de Constituição e Justiça e de
Cidadania e, se aprovada, seguirá para discussão em Plenário.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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