Educação é direito mais importante que cidadãos podem exigir do Estado
O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa,
afirmou na última sexta-feira (5), ao proferir aula magna para os novos
estudantes (calouros) da Universidade de Brasília (UnB), que a educação
é o direito mais importante que os cidadãos podem exigir do Estado. O
ministro, que foi convidado a compartilhar sua experiência durante a
Cerimônia de Boas-Vindas aos novos alunos, ressaltou a importância da
educação para o aperfeiçoamento pessoal e o crescimento das nações.
“A
educação é, sem dúvida, a mais importante prestação que o ser humano,
isto é, o cidadão, tem direito a reivindicar, a exigir do Estado. É por
meio dela que adquirimos os conhecimentos necessários para transformar
nossas vidas e a vida de toda comunidade na qual nos inserimos”, disse o
presidente do STF.
O
ministro defendeu que a educação deve ser ministrada em um ambiente de
absoluta liberdade, mas também com diversidade dos corpos docente e
discente. Ele ressaltou que, sem acesso a educação, a pessoa fica
destituída dos meios de dar sua contribuição qualitativa para a
sociedade.
“É
por meio da educação que podemos atingir aquele ideal que me parece ser
comum a todo ser humano consciente de seus direitos e deveres, ou seja,
o de ter a sua disposição os meios indispensáveis à satisfação de sua
necessidade constante de busca pela felicidade e pelo bem-estar
individual e o bem-estar coletivo”, afirmou o ministro.
O
presidente do STF, que concluiu o mestrado na UnB há 30 anos, destacou a
importância da educação interdisciplinar oferecida pela instituição,
que veio a ser uma das marcas de seu percurso profissional e acadêmico e
de sua formação intelectual, e incentivou os alunos a aproveitarem
todas as oportunidades oferecidas pela universidade, como cursos de
extensão, palestras, conferências e o acervo da Biblioteca Central.
“Leiam muito, leiam tudo, leiam a Constituição. É assim que todos vocês
podem adquirir o sentimento constitucional. Precisamos criar um
sentimento constitucional em nosso país”, disse.
O
ministro também acentuou que a atualização constante é um desafio para
profissionais de todas as áreas, tanto no campo das ciências exatas
quanto no domínio das humanidades. “É que o mundo que vivemos hoje,
dinâmico, veloz em termos de transformações, cheio de situações novas e
surpreendentes, leva-nos constantemente à busca de novos
aperfeiçoamentos e de novos caminhos de investigação científica
permanente”, frisou.
O
ministro destacou que a educação é um mecanismo de inclusão que fornece
os instrumentos indispensáveis à concretização da igualdade material,
da igualdade de oportunidades, mas que também sinaliza aos jovens, que
em breve terão o controle da condução dos interesses maiores do país, o
caminho certo que deverão trilhar e as condutas corretas a cuja
observância não poderão escapar.
“É
à educação, e somente a ela, que incumbe a tarefa revolucionária de
inculcar em vocês jovens universitários os valores indispensáveis à
compreensão acerca da necessidade de construirmos uma sociedade que seja
cada vez mais justa, mais igualitária e baseada no ideal máximo de
respeito ao próximo e dedicação cada vez maior à consolidação das nossas
instituições democráticas”.
Fonte: Supremo Tribunal Federal

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