Comissão mista debate emissões de carbono em florestas
Em
audiência pública na terça-feira (14), a Comissão Mista Permanente
sobre Mudanças Climáticas (CMMC) discutirá o marco legal para o sistema
nacional de redução de emissões de carbono por desmatamento e degradação
(Redd+).
A
sigla para Redução de Emissões Provenientes de Desmatamento e
Degradação Florestal vai além de desmatamento evitado e recuperação de
florestas, conforme o site do Ministério do Meio Ambiente: o sinal +
inclui “o papel da conservação, do manejo sustentável e do aumento de
estoques de carbono nas florestas”.
O
Redd+ é uma estratégia em discussão na Convenção Quadro de Mudanças
Climáticas que oferece incentivos para os países em desenvolvimento
reduzirem emissões de gases que provocam o efeito estufa provenientes de
florestas e investirem em desenvolvimento sustentável e práticas de
baixo carbono para o uso da terra.
O financiamento virá de países desenvolvidos, dentro da lógica de responsabilidades diferenciadas que rege a Convenção do Clima.
Apesar
de ainda não fazer parte do atual acordo (Protocolo de Quioto), o Redd+
deve entrar no próximo, previsto para entrar em vigor em 2020. E deve
ser o primeiro mecanismo de mitigação (redução) de emissões proposto
pelos países em desenvolvimento a integrar a Convenção.
Foram
convidados para o debate Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal
de Justiça (STJ); Natalie Unterstell, gerente de Mudança do Clima e
Florestas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do
Ministério do Meio Ambiente; e Ludovino Lopes, consultor da Globe
Nacional.
Fonte: Senado Federal
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