Juiz silencioso: Nos EUA, Clarence Thomas quebra o silêncio em Plenário
Na
última segunda-feira (14/1), Thomas fez um comentário durante uma piada
sobre advogados que estudaram em Havard ou Yale. A interpretação feita
por testemunhas ouvidas pela imprensa americana é de que Thomas — que
tem laços rompidos com sua universidade, Yale — quis dizer que um
diploma universitário de elite não necessariamente significa que o
advogado é qualificado.
Thomas tem 64 anos e é o segundo juiz
negro a ser nomeado à mais alta corte dos Estados Unidos. Já havia
declarado que evita fazer perguntas em audiência para dar aos advogados a
chance de apresentar seus casos.
Ele também se diz inibido por
sua própria fala, alegando que era vítima de gozações na infância por
causa do dialeto que aprendeu a falar no estado da Geórgia. Assim,
desenvolveu o hábito de não fazer perguntas durante seus anos
universitários. Thomas é o único integrante do mais alto tribunal
americano que evita fazer questionamentos.
Durante seu incomum
pronunciamento na segunda-feira, Thomas e os demais oito membros da
Suprema Corte estavam em audiência do caso Boyer x Louisiana, em que
Jonathan Boyer tenta reverter sua condenação por homicídio, argumentando
que ficou sete anos detido antes de seu julgamento.
Os advogados
de Boyer dizem que seu direito constitucional foi violado. Uma questão
debatida é se os advogados indicados pela corte para representar Boyer
no início do caso eram qualificados para o processo.

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