MP averigua denúncias de regalias concedidas a presos da Operação G7


Na última segunda-feira (13), o Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), realizou uma vistoria na Unidade de Regime Fechado - 3, conhecida como ‘Papudinha’, para averiguar denúncia de que os presos na Operação G7, da Polícia Federal, estariam tendo regalias. Segundo a imprensa, agentes penitenciários denunciaram que os envolvidos teriam recebido visitas, alimentação externa, entre outros benefícios não permitidos para presos recém-chegados.


O objetivo da visita foi averiguar as possíveis irregularidades que estariam ocorrendo no presídio. “Nós tomamos conhecimento dessas denúncias por meio da imprensa e estamos aqui para verificar a situação real”, declarou a promotora de Justiça Laura Cristina Braz, que atua perante a Vara de Execuções Penais.

A promotora esteve acompanhada do promotor de Controle Externo da Atividade Policial e Fiscalização de Presídios, Dayan Moreira de Albuquerque. Os membros do MP/AC foram recebidos pelo diretor da unidade, Gilberto Leitão, que negou as denúncias. Ele garantiu que os presos na Operação G7 receberam o mesmo tratamento dispensado aos demais detentos e que, na sexta-feira última (10), no dia em que as prisões foram efetuadas, os familiares estiveram no presídio apenas para deixar roupas e produtos de higiene pessoal.

Gilberto Leitão revelou ainda que, na mesma data, outro detento (F.L.A.), que não tem envolvimento com o caso, também recebeu a visita da família após ter sido transferido de uma unidade para outra. A medida foi tomada porque os familiares do preso não tinham tido tempo suficiente para atualizar seus dados na carteira de visitante.

O diretor da unidade prisional revelou ainda que, no dia seguinte, os familiares dos envolvidos entraram no presídio apenas para deixar frutas, o que é permitido nos dias de visita, segundo a Portaria nº 02, de 08 de março de 2012, editada pela direção do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), que autoriza a entrada de produtos alimentícios nos dias de visitação familiar e íntima (sábado e terça-feira). “Não foi autorizado nada que não fosse permitido aos outros detentos. Não tinha nenhum plano para realizar churrasco no domingo”, garantiu.

Os promotores também estiveram na cela onde os acusados estão presos e constataram que um deles está dormindo no chão porque não há espaço suficiente. Eles confirmaram que estão recebendo alimentação fornecida pelo sistema penitenciário e o mesmo tratamento dispensado aos demais presos.

Na inspeção, o MP/AC não encontrou nenhuma irregularidade. Segundo o promotor Dayan Albuquerque, qualquer indício de que os presos estariam recebendo algum tipo de regalia será investigado. “Independente do poder aquisitivo, todos os presos têm direitos e deveres a serem observados. Se fosse constatada alguma irregularidade, o Ministério Público iria adotar os procedimentos cabíveis para apurar os fatos”, explicou.

Quanto às novas denúncias divulgadas na última quarta-feira (15) pela imprensa local, referentes à entrada de alimentação externa, o MP/AC enviou ofício ao diretor da unidade prisional pedindo explicações.

Fonte: Ministério Público do Acre

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