Mudança no ICMS marca aposta do governo na reforma tributária fatiada
Ao
final de quatro horas de debates e votações, acompanhados por
secretários de Fazenda dos estados e de um governador - Omar Aziz, do
Amazonas -, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) encerrou ontem (7)
uma jornada iniciada em fevereiro. Nesse
mês, a CAE recebeu para análise o Projeto de Resolução 1/2013, de
iniciativa do Executivo, que unifica gradualmente as alíquotas
interestaduais do ICMS. Foram várias audiências públicas, muita polêmica
e um esforço de negociação que envolveu todos os secretários de Fazenda
dos estados, além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda e
presidente do Conselho Nacional de Política Fazendária, Nelson Barbosa.
-
Avançamos muito. É a reforma econômica mais importante da presidente
Dilma - disse o relator do PRS 1/2013, senador Delcídio do Amaral
(PT-MS), já no fim da discussão desta terça-feira (7).
Para
o governo, é o segundo passo na estratégia de fazer a reforma
tributária de forma fatiada, depois que as tentativas de promover
mudanças mais abrangentes esbarraram em conflitos de interesses das
bancadas estaduais. O primeiro passo foi dado no ano passado, com a
aprovação da Resolução 13/2012, que unificou em 4% as alíquotas
interestaduais do ICMS, em busca do fim da guerra dos portos.
A
a mudança deste ano e a de 2012 têm o mesmo objetivo: acabar com a
guerra fiscal, pela qual os estados oferecem reduções nas alíquotas
interestaduais como atrativo para investimentos privados. A lógica da
mudança é a seguinte: com uma alíquota baixa, os estados ficam com pouca
margem para conceder esses benefícios. Hoje as alíquotas interestaduais
são de 7% para Sul e Sudeste e de 12% para as demais regiões.
Até
agora, a reforma fatiada se concentrou em impostos de responsabilidade
dos estados. Alguns senadores aguardam o momento em que ela atingirá os
tributos federais.
Fonte: Senado Federal
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