Promotor aciona ex-prefeito por uso ilegal de veículos do município para mudanças
O
promotor de Justiça Paulo de Tharso Brondi propôs ação de improbidade
administrativa contra o ex-prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier
de Oliveira Sardinha, por uso de veículos públicos para o transporte de
móveis e utensílios de particulares. Segundo apurado em inquérito civil,
nos anos em que esteve à frente do Poder Executivo (2009-2012),
sobretudo nos dois últimos, o então prefeito montou na Secretaria de
Ação Social uma espécie de “empresa municipal de mudança”, em que
ordenava, ilegalmente, motoristas do município a transportarem móveis e
utensílios pertencentes a terceiros, para fins particulares, com
veículos oficiais.
Em
depoimento ao Ministério Público, um servidor público municipal
confirmou a prática, que visava, justamente, agraciar antigos e futuros
eleitores, sobretudo em razão da proximidade das eleições de 2012.
Também ouvido no inquérito civil, o ex-prefeito alegou que havia um
“cadastro prévio” dos beneficiados na Secretaria da Ação Social.
Contudo, em nenhum momento se comprovou o cadastramento, nem que esse
“auxílio mudança” municipal estivesse autorizado por alguma norma
municipal (portaria, decreto, lei etc.).
Por
fim, Neudivaldo Sardinha não pôde comprovar que a medida havia sido
divulgada suficientemente, sendo possível beneficiar todos os moradores e
tampouco que os beneficiados eram pessoas verdadeiramente de baixa
renda, o que justificaria o auxílio do poder municipal. “Assim agindo,
Neudivaldo Sardinha desrespeitou princípios básicos de administração
pública, dentre os quais o da legalidade, da moralidade e da
impessoalidade”, afirmou o promotor.
Na
ação, o Ministério Público pediu a condenação do ex-prefeito às sanções
previstas no artigo 11 da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade
Administrativa), requerendo a suspensão dos direitos políticos, o
pagamento de multa civil e a proibição de contratar com o poder público
ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de
três anos.
Fonte: Ministério Público de Goiás
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