Código de Mineração será votado na comissão dia 4 e, no Plenário, dia 10
O presidente da Câmara recebeu a comissão especial, representantes dos estados e municípios mineradores e empresários do setor.
Integrantes
de comissão especial se reuniram nesta quarta-feira com o presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves, e acertaram datas para a votação do
novo Código de Mineração. O substitutivo do relator, deputado Leonardo
Quintão (PMDB-MG), será votado na comissão especial na próxima
quarta-feira (4/12).
O
governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e representantes dos
governadores do Pará e do Espírito Santo também participaram da reunião,
além de empresários, prefeitos e trabalhadores.
O
presidente da comissão especial, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG),
informou que, até lá, os parlamentares vão buscar um entendimento,
sobretudo com o governo, para que a votação seja a mais consensual
possível. A data estimada para a votação em Plenário é dia 10 de
dezembro.
O
substitutivo da comissão especial fará várias mudanças no projeto de
lei (PL 5807/13) encaminhado pelo Executivo em julho, ao qual se
juntaram outras seis propostas (PL 37/11 e apensados) sobre o tema que
já tramitavam na Câmara.
O
Novo Código de Mineração trata de três aspectos: reestruturação dos
royalties dos minérios através da Compensação Financeira de Exploração
Mineral (CFEM); segurança jurídica para o setor produtivo; e
transformação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em
agência reguladora do setor.
O texto dobra os royalties da CFEM paga à União, estados e municípios onde ocorre mineração.
Negociação difícil
Leonardo
Quintão explicou que na próxima terça-feira (3) fecha o acordo com o
governo para finalizar o relatório e votá-lo, na comissão, na
quarta-feira. “A negociação está difícil”, reconheceu o relator.
Henrique Alves se prontificou a participar da reunião final e reafirmou:
“Na semana seguinte a matéria será apreciada pelo Plenário”.
R$ 800 milhões para MG
O
governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, elogiou o trabalho da
comissão especial, que, desde julho, quando a proposta original do
Executivo chegou à Casa, promoveu cerca de 40 audiências públicas para
debater o tema.
Segundo
Anastasia, a arrecadação de Minas Gerais só com a CFEM deve passar de
cerca de R$ 300 milhões para cerca de R$ 800 milhões, por ano, quando o
novo Código de Mineração entrar em vigor. “Os empresários precisam de
segurança jurídica e estados e municípios mineradores necessitam de
recomposição financeira”, afirmou Anastasia.
Já
o prefeito de Marina (MG), Celso Cota, disse que os municípios
produtores de minérios estão perdendo R$ 200 milhões por mês com a falta
de uma nova lei para o setor mineral.
“Pela
primeira vez um projeto, mesmo sem ser unanimidade, atende os
interesses dos estados e municípios, do setor produtivo e dos
trabalhadores”, ressaltou o presidente do Sindicato Nacional das
Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), o potiguar João Maria
Medeiros de Oliveira.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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