MP, MPF e PF realizam operação para combater desvio de recursos públicos em mais de um bilhão de reais
O
Ministério Público de São Paulo, a Polícia Federal e o Ministério
Público Federal realizam, nesta terça-feira (9/4), uma operação conjunta
com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que desvia
recursos públicos federais e estaduais por meio de fraudes em
licitações.
Ao
todo, serão cumpridos, nesta data, 13 mandados de prisão e 160 mandados
de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Jales e pela
Justiça Estadual em Fernandópolis.
Apurou-se,
por meio de investigações do GAECO de São José do Rio Preto que, desde
2007, um grupo de empreiteiras do ramo de pavimentação asfáltica estaria
manipulando licitações públicas em municípios do interior de São Paulo,
simulando competição entre si, com o objetivo de superfaturar as obras.
Os contratos suspeitos foram firmados com cerca de 80 prefeituras
municipais e superam R$ 1 bilhão de reais. Os valores desviados serão
totalizados até a conclusão das apurações.
Há
indícios de que servidores e agentes públicos facilitaram a atuação da
organização criminosa para desviar recursos municipais, estaduais e
federais. Durante a investigação, foi constatado o pagamento de R$ 70
mil em espécie, destinado ao pagamento de propina a servidores
municipais.
A
Polícia Federal executa os mandados de busca e apreensão, prisão e
condução coercitiva dos suspeitos. Além disso, o Ministério Publico do
Estado de São Paulo, com apoio da Policia Militar, cumpre os mandados de
busca relativos as prefeituras.
A
ação de hoje é fruto da convergência de trabalhos do MP-SP, da PF e do
MPF, que se iniciaram e se desenvolveram paralelamente a partir de 2008.
Como foram identificadas conexões entre as apurações, a Justiça
autorizou o compartilhamento das provas. Assim, todos os mandados estão
sendo cumpridos simultaneamente para otimizar os recursos e dar maior
eficiência aos trabalhos desenvolvidos.
Participam
da operação 70 Promotores de Justiça, 250 Policiais Federais, mais de
100 servidores do Ministério Público e cerca de 250 policiais
militares.Os investigados responderão, na medida de suas participações,
pelos crimes de fraude à licitação, desvio de verbas publicas, corrupção
ativa e passiva e formação de quadrilha.
Será
realizada entrevista coletiva com representantes de cada órgão
responsável pela operação conjunta às 14:30 horas no auditório da
Associação do Ministério Público do Estado de São Paulo, situada na Rua
XV de Novembro, 2939, 4º andar, em São José do Rio Preto.
O
Ministério Público brasileiro, através do Grupo Nacional de Combate às
Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com diversos outros órgãos,
deflagrou na manhã desta terça-feira (9/4) Operação Nacional contra a
Corrupção, destinada a desmantelar esquemas de corrupção que atuavam em
12 Estados do país: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte,
Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.
A
operação mobiliza um efetivo de 158 promotores de justiça e 1.300
policiais federais, rodoviários, civis, militares, servidores de
Tribunais de Contas, Controladoria-Geral da União, Receitas Federal e
Estaduais, e visa cumprir 92 mandados de prisão, 337 mandados de busca e
apreensão, 65 mandados de bloqueio de bens, e 20 mandados de
afastamento das funções públicas, expedidos pelo Poder Judiciário.
As
verbas públicas sob investigação, somadas, ultrapassam um bilhão e
cento e quarenta milhões de reais, envolvendo desvios em órgãos
municipais e estaduais, pagamento de propinas, superfaturamento de
produtos e serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de
dinheiro, sonegação fiscal, enriquecimento ilícito de agentes públicos e
outros suspeitos, inclusive empresários.As investigações que resultaram
na operação são conduzidas pelos Ministérios Públicos dos Estados do
Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco,
Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo, em
parceria com Ministério Público Federal, Ministério Público da Bahia,
Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Controladoria-Geral da
União, Tribunal de Contas de Rondônia, Receita Federal, Receitas
Estadual-ES, Receitas Estadual-PR, Polícias Civis (CE e RO) e Polícias
Militares (CE, ES, MS, MT, PE, PR, RN, RO e SP).
Fonte: Ministério Público de São Paulo

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