MP obtém, na Justiça, suspensão de atividades de indústria de farinha de carne
A
2ª Vara Cível da Comarca de Toledo (região Oeste do Estado) determinou a
paralisação imediata das atividades de uma indústria de farinha de
carne, a pedido da 3ª Promotoria de Justiça, em ação civil pública
proposta por danos ao meio ambiente.
A
decisão, em caráter liminar, suspende a licença de operação da empresa
Fabril Indústria e Comércio de Farinha Ltda., sob pena de aplicação de
multa diária de R$50 mil.
De acordo com o promotor de Justiça Giovani Ferri, responsável pela ação, no ano de 2008, a
Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente da de Toledo e o Instituto
Ambiental do Paraná (IAP) começaram a receber as primeiras notícias de
infrações ambientais cometidas pela empresa Induscany (atualmente
Fabril). A Promotoria abriu inquérito para investigar as denúncias e, em
dezembro de 2008, foi firmado entre a Promotoria, IAP e a empresa
Induscany um Termo de Ajustamento de Conduta contendo várias cláusulas
acerca das irregularidades de funcionamento da empresa. Além disso, a
Promotoria aponta que contra a Fabril, que sucedeu a Induscany, já
existiam várias implicações ambientais.
Segundo
o promotor de Justiça, como a empresa trabalha com o processamento de
subprodutos de origem animal e está localizada às margens da área de
preservação ambiental e próxima de vários bairros da cidade, deveria
operar de acordo com as normas ambientais, “providências que foram e
estão sendo cabalmente descumpridas nos últimos anos”.
“Mesmo
após lhe terem sido concedidas várias oportunidades para se adequar
ambientalmente, a empresa preferiu a exploração econômica desenfreada,
com a propagação de danos ao meio ambiente e à coletividade”, acrescenta
o promotor de Justiça, em trecho da ação.
Fonte: Ministério Público do Paraná
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