Especialista critica "invisibilidade" de alunos superdotados
Deputados,
especialistas e gestores debateram ontem (7) os desafios e as políticas
educacionais para os alunos com altas habilidades ou superdotação em
audiência pública na Comissão de Educação. Dados de 2012 do último Censo
Escolar revelam que existem cerca de 11 mil estudantes com desempenho
intelectual acima da média matriculados na educação básica.
Segundo
a representante do Conselho Brasileiro para Superdotação, Vera Lúcia
Pereira, esse número pode ser bem maior. Para a pedagoga, há muitos
alunos com esse perfil que ainda não foram identificados na rede
escolar.
Esses
alunos superdotados hoje, nos contextos escolares, estão invisíveis.
Eles são pouco perceptíveis por seus educadores e, por conta dessa pouca
percepção de suas habilidades, de seus interesses e de suas
necessidades, eles têm pouco acesso aos serviços educacionais
especializados, disse Vera Lúcia.
Durante
a audiência, os participantes chamaram a atenção para a carência de
recursos financeiros, de estrutura adequada e de professores capacitados
para atender os estudantes superdotados. Atualmente, existem apenas 27
centros de atendimento especializado em todo o País.
Desperdício de talentos
A
presidente da Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com
Altas Habilidades ou Superdotação do Distrito Federal, Valquíria
Theodoro, acredita que, no atual quadro, futuros talentos estão sendo
desperdiçados.
Nós
temos mentes brilhantes, temos capital humano escondido nas salas que
pode, futuramente, trazer soluções e resultados para inúmeros problemas
que temos hoje.
Na
mesma linha, o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) afirmou que o tema
encontra pouca visibilidade, inclusive na Comissão de Educação. Esse
tema passa de forma muito superficial em todas as discussões, disse.
A
mudança pode vir com a tramitação na Câmara de projeto de lei do Senado
(PL 4700/12) que cria um cadastro nacional de alunos com altas
habilidades ou superdotação matriculados na educação básica ou superior.
A proposta vai ser analisada pelas comissões de Educação; e de
Constituição e Justiça, sem necessidade de aprovação em Plenário.
A audiência desta terça-feira foi sugerida pelos deputados Nilmário Miranda (PT-MG) e Erika Kokay (PT-DF).
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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