MPT - Ministério Público investiga retaliação de jogadores em time de futebol
Há suspeita de que o Mixto Esporte Clube pretende punir esportistas que o processaram
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso
(MPT-MT) instaurou inquérito civil contra o Mixto Esporte Clube para
investigar suspeita de que a agremiação pretende convocar equipes de
Cuiabá e do interior do estado para firmarem um pacto pela não
contratação de jogadores que já processaram o time. A declaração foi
dada pelo dirigente do time, o ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso,
Éder Moraes, e repercutiu na imprensa local.
Moraes
será notificado a comparecer a uma audiência administrativa no MPT para
prestar esclarecimentos. A conduta, que restringe o acesso ao emprego, é
vedada pela Constituição Federal de 1988, que proíbe qualquer forma de
discriminação nas relações de trabalho.
De
acordo com a procuradora do Trabalho Marcela Monteiro Dória, que conduz
o inquérito, se constatada a veracidade das denúncias, o Mixto Esporte
Clube estará violando uma série de princípios constitucionais, como o
princípio da não discriminação, do direito ao trabalho e da dignidade da
pessoa humana, os direitos de cidadania e do acesso à justiça. “Além
disso, estará violando os princípios informadores da ordem econômica e
social, que valorizam o trabalho humano como forma de assegurar a todos
uma existência digna”, explica.
O
clube de futebol é um dos mais tradicionais do estado, fundado há 79
anos. Éder Moraes assumiu a presidência do time em junho deste ano, após
renúncia do ex-técnico e professor aposentado da Universidade Federal
de Mato Grosso (UFMT), Hélio Machado.
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