Julgamento em segunda instância confirma cassação de parlamentares
O
Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) confirmou nesta semana a
cassação de Márcio Ricardo Santos, Sílvio Gaia, João Batista Vaz,
Lourival de Jesus Antonio e Antonio Carlos Messias, que compunham a
Câmara de Vereadores do Município de Sengés. Esses e mais quatro
parlamentares tinham sido acusados da prática de arrecadação e
movimentação ilícita de recursos (caixa 2) pelo Ministério Público
Eleitoral e condenados em primeira instância.
Os
ex-vereadores Enéias Rodrigues, Cláudio Alves de Miranda, Celso
Romualdo dos Santos e Orlando Gomes, que não foram eleitos e não cumprem
mandato, também foram condenados.
Os 09 parlamentares e ex-parlamentares estão inelegíveis por oito anos.
A
mesa da Casa Legislativa destituiu os cinco vereadores que estavam em
exercício e deu posse aos suplentes na última terça-feira (10/09), com
base na revogação de liminares do próprio TRE que os autorizavam a
permanecer no cargo. Os parlamentares ainda podem recorrer ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
Entenda
o caso - Os nove vereadores tiveram seus diplomas cassados pela Justiça
Eleitoral da comarca em junho deste ano, por prática de arrecadação e
gastos ilícitos de recursos (caixa 2). A sentença foi proferida com base
em (09) nove representações eleitorais oferecidas pelo Ministério
Público Eleitoral contra os parlamentares em dezembro de 2012.
De
acordo com o promotor de Justiça Antonio Murat Neto, durante a campanha
municipal de 2012, os vereadores movimentaram ilicitamente recursos
financeiros junto a uma empresa da cidade, a Madeireira Bortoluzze,
prática que foi reconhecida pela Justiça, na sentença, como caixa 2.
Fonte: Ministério Público do Paraná
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