Comissão especial aprova proposta de Lei Anticorrupção
Foi
aprovada na comissão especial a proposta de Lei Anticorrupção, do Poder
Executivo (PL 6826/10). Ela permite punir empresas que pratiquem atos
contra a administração pública nacional ou estrangeira e garante o
ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos por atos de
improbidade.
De
acordo com o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a nova
legislação é importante pelo seu aspecto punitivo e também porque
estimula as empresas a adotarem boas práticas administrativas de forma a
evitar infringir leis, e também a corrigir os erros por meio de acordos
de leniência (ajuste que permite ao infrator fazer uma autodenúncia e
participar da investigação em troca de redução das penalidades
aplicáveis).
“No
nosso País existe punição a funcionários públicos corruptos, mas não
havia nenhuma punição às empresas corruptoras. Agora nós não apenas
estabelecemos uma forma de punir como induzimos as empresas a uma
prática correta”, avaliou.
O
deputado Carlos Zarattini explicou que seu parecer buscou construir um
acordo fruto das diversas discussões realizadas pela Comissão. A
proposta sofreu forte oposição de empresários e de parlamentares da
própria comissão. Entre as principais mudanças feitas no projeto do
Executivo, está no valor das multas que podem ser aplicadas às empresas.
A
proposta original previa que elas poderiam ser de 1% a 30% do
faturamento bruto anual. Caso isso não seja possível, o valor iria de R$
6 mil a R$ 6 milhões. A proposta de Zarattini determina multas de 0,1% a
20% do faturamento bruto anual ou valores entre R$ 6 mil e R$ 60
milhões.
Judiciário
O
relator transferiu da esfera administrativa para a esfera Judiciária
uma das possibilidades mais graves de punição, que é a de proibição de
obter financiamentos. Assim, isso só pode ocorrer após um processo
judicial.
“Esse
projeto vai atingir não só a administração federal, mas os governos
estaduais e as 5.500 prefeituras do Brasil. Nós temos também que levar
em conta que muitas prefeituras brasileiras sequer têm um departamento
jurídico e nós poderíamos também prejudicar as empresas indevidamente”,
afirmou.
Se
não houver recursos para votação em Plenário, a proposta segue para a
Comissão de Constituição e Justiça apenas para ser aprovada a redação
final. A seguir vai para análise do Senado.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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