Liminar do STF e rejeição política dificultam restrições a novos partidos
A
tramitação do Projeto de Lei da Câmara 14/2013, que impede deputados de
levarem tempo de rádio e TV, e fundo partidário, para novo partido,
enfrenta a partir de hoje mais um problema, além da forte rejeição por
parte de senadores, inclusive da base do governo: a liminar expedida na
noite desta quarta-feira (24) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Gilmar Mendes impede a proposta de seguir em frente até que um
mandado de segurança impetrado pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
seja examinado pelo Pleno do Tribunal.
A
liminar de Gilmar Mendes foi divulgada no momento em que o Plenário do
Senado analisava um requerimento para votação do projeto em regime de
urgência, ou seja, diretamente pelo próprio Plenário, sem debates e
votações na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Por
falta de quórum, o requerimento acabou prejudicado. Numa jornada repleta
de discursos inflamados e declarações de obstrução, ficou patente que a
matéria divide os senadores, causando em muitos casos comoção.
À
Agência Senado, Rollemberg ponderou que a atitude mais sensata do
Senado nesse momento seria a de retirar a matéria da pauta em
definitivo, uma vez que o STF já deu sinal sobre o que pensa do assunto.
-
O Supremo nos livrou de um grande constrangimento: o de apreciarmos uma
matéria inconstitucional - assinalou o senador, que se disse otimista
em relação ao julgamento do caso pelo colegiado de ministros.
O
parlamentar lembrou que, em decisão recente, relativa a uma ação que
envolvia o Partido Social Democrata (PSD), a suprema corte foi clara e
cristalina, ao definir como inconstitucionais normas que firam o
princípio da pluralidade partidária e cooperem para a co-existência de
partidos de primeira e segunda categoria
- Essa é uma vitória da democracia - comemorou Rollemberg.
A
votação do requerimento no Plenário foi acompanhada de perto pela
ex-senadora Marina Silva, que está organizando num novo partido, o Rede
Sustentabilidade. Desde a terça-feira (23) ela vem fazendo gestões no
Senado em prol da rejeição do projeto de lei aprovado pela Câmara.
Fonte: Senado Federal
Comentários
Postar um comentário