Ministra da Casa Civil virá à Câmara esclarecer demarcação de terras indígenas
A
ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann virá à Câmara na próxima
quarta-feira (8) para prestar esclarecimentos sobre os processos de
demarcação de terras indígenas.
Como
a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural aprovou a convocação e não convite, a ministra é obrigada a
comparecer.
O
deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), um dos que solicitou o debate, diz
que os conflitos entre indígenas e produtores rurais têm aumentado
muito no Brasil nos últimos anos.
Segundo
os produtores rurais, os processos de demarcação estão sendo realizados
sem que os produtores e os municípios tenham acesso às informações.
Hoje,
a demarcação depende do laudo antropológico da Fundação Nacional do
Índio (Funai) e da manifestação dos envolvidos - estados, municípios,
produtores e índios- mas, a decisão final é dada pelo Poder Executivo.
Heinze
reclama que os produtores estão sofrendo com a pressão da Funai que,
segundo eles, ao longo dos anos vem retirando dos produtores milhares de
hectares para serem transformados em reservas indígenas. Estamos
denunciando laudos antropológicos fraudulentos. Estamos denunciando
áreas da Funai que estão sendo arrendadas para o plantio de lavouras,
sendo hoje exploradas com diamantes por exemplo, como é o caso de
Rondônia. São várias as situações irregulares e a Funai continua nesse
processo, nessa voracidade.
De
acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
Brasil tem hoje cerca de 740 mil indígenas divididos em mais de 200
etnias.
Também solicitaram o debate os deputados Duarte Nogueira (PSDB-SP), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Domingos Sávio (PSDB-MG)
Manifestação
Luiz
Carlos Heinze informou que os produtores estarão em Brasília na
quarta-feira para pressionar o governo a reeditar a Portaria 303/12 da
Advocacia Geral da União que determina que os trâmites para demarcação
de novas reservas indígenas siga os moldes da demarcação da Reserva
Raposa Serra do Sol.
A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 6.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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