Alcoa adota manejo ecoeficiente para recuperação de áreas mineradas em Juruti

Reflorestamento
A Alcoa superou a meta de reabilitação
de áreas mineradas estabelecida para Juruti (PA) no ano de
2012, alcançando 132 hectares recuperados, quando a meta original era de
120. Na unidade, a Companhia adota os princípios da chamada restauração
ambiental sistêmica para a recuperação dessas áreas. O resultado desta
técnica é a formação de cobertura vegetal que protege o solo e atrai a
presença de animais, que, por sua vez, aceleram o processo de
recuperação natural.
O processo de mineração da bauxita e
recuperação da área é feito em ciclos com duração de três anos, onde
galhos e solo retirados de uma área que ainda será minerada são alocados
para dar início à recuperação de outra área onde a bauxita já foi
minerada. Desta forma, na primeira etapa é retirada a cobertura vegetal,
seguida de raspagem do solo. Depois é feita a mineração da bauxita e,
na etapa final, acontece a reabilitação da área, aproveitando o material
vegetal retirado da próxima área a ser minerada.
O gerente de Sustentabilidade da Alcoa,
Fábio Abdala, destaca que os bons resultados de restauração ambiental em
Juruti, mostram como a atividade de mineração pode ser desenvolvida
minimizando de impacto ao meio ambiente. “A técnica aplicada em Juruti é
um dos pilares da estratégia de sustentabilidade da Companhia, para
conciliar mineração com a biodiversidade do local”, pontua.
Segundo Abdala, o método adotado no
município agrega toda a expertise conquistada pela Alcoa, que pratica
reabilitação de áreas mineradas antes mesmo da obrigatoriedade dessa
prática pelas empresas de mineração no Brasil. O trabalho da empresa
iniciado na unidade de Poços de Caldas (MG) é pioneiro no país e
reconhecido mundialmente. Também serviu de modelo para o Manual de
Reabilitação de áreas mineradas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
“Em todas as suas operações, a Alcoa
realiza estudos e identifica as espécies de fauna e flora para recuperar
as atividades do meio após a mineração. Essa é uma política da
Companhia que aqui no Brasil opera em ambientes sensíveis, como Amazônia
e Mata Atlântica. O objetivo desse trabalho é mostrar a viabilidade de
operar em ambientes sensíveis como esses e trazer de volta a vegetação, a
paisagem e a funcionalidade biológica dos territórios”, completa
Abdala. A distribuição da terra é feita de modo uniforme, para criar
condições de revitalização do ciclo natural de nutrientes da área
minerada.
Para Juruti, o desejo da Alcoa é
alcançar uma escala crescente de recuperação de áreas. O gerente de
Sustentabilidade estima que em dois anos a área recuperada chegue ao
chamado sub-bosque, caracterizado pela primeira formação natural. Nesse
estágio, será possível inserir espécies de mais envergadura, como ipês,
angelins, copaíbas e castanheiras. Assim, a flora será restabelecida no
ecossistema e monitorada pela Companhia para que seja reconstituída
semelhante à forma original.
Inovações – Diferente do método
de reflorestamento tradicional, o modelo de recuperação adotado pela
Alcoa em Juruti primeiro trabalha a terra para depois plantar as mudas. O
objetivo é criar naturalmente um novo solo, com melhores condições para
o desenvolvimento das plantas. O primeiro passo consiste em depositar
solo orgânico e galhadas na área a ser recuperada. Em seguida, são
criadas microbacias de retenção de água, que estimulam a reestruturação
das camadas profundas de solo, o que evita a erosão e permite a
regeneração de um grande número de espécies vegetais.
No passo seguinte são depositadas
sementes, raízes e pequenos troncos no local, seguido do plantio de
mudas de espécies nativas. Então é feito um processo de atração de aves
para os locais. Nas áreas em reabilitação são colocados troncos de
árvores em pé, que funcionam como poleiros naturais. A presença das aves
nesse cenário é importante, pois estes animais são responsáveis pela
distribuição natural de sementes e frutos, possibilitando a
autorregeneração de espécies, poupando a necessidade de plantios puros.
Além dessas vantagens, este sistema é mais econômico e ecologicamente
mais eficiente, uma vez que as áreas trabalhadas se tornam sustentáveis,
espontânea e naturalmente.
Sobre a Alcoa
A Alcoa Alumínio S.A. integra a Alcoa
Inc, líder mundial na produção de alumínio primário, alumínio
transformado, assim como a maior mineradora de bauxita e refinadora de
alumina do mundo. Com atuação em 30 países, a Alcoa Inc. possui 61 mil
funcionários e integra pela décima primeira vez consecutiva o Índice Dow
Jones de Sustentabilidade. Presente na América Latina e Caribe, a Alcoa
conta com cerca de sete mil funcionários na região e possui operações
no Brasil, Jamaica e Suriname. Neste ano, a companhia completa 125 anos
de atuação no mundo.
No Brasil a companhia atua em toda a
cadeia produtiva do alumínio, desde a mineração da bauxita até a
produção de transformados. A Alcoa possui seis unidades produtivas e
três escritórios distribuídos no Maranhão, Minas Gerais, Pará,
Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. A empresa
possui ainda participação acionária em quatro usinas hidrelétricas:
Machadinho e Barra Grande na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio
Grande do Sul; Serra do Facão em Goiás; e Estreito, entre o Maranhão e
Tocantins. Em 2012, a empresa registrou faturamento de R$ 2.6 bilhões no
Brasil. No mesmo ano foi considerada referência em sustentabilidade,
ficando entre as 21 empresas-modelo do Guia Exame de Sustentabilidade,
além de ter sido reconhecida como uma das Melhores Empresas para
Trabalhar pelo décimo primeiro ano consecutivo e a Melhor Empresa para a
Mulher Trabalhar no Brasil, pelo Great Place to Work Institute. Para
mais informações, visite o www.alcoa.com.br e siga @Alcoa no Twitter em twitter.com/AlcoaBrasil e no Facebook em facebook.com/AlcoaBrasil.
Fonte: RG 15/O Impacto
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