Manifesto é referência para vereadores de Santarém
Uma semana depois do grande manifesto popular pelas ruas de Santarém, alguns vereadores fizeram referência ao assunto, ontem durante a sessão. Reconheceram o direito constitucional de protestar pacificamente e que as críticas vindas das ruas tinham como alvo, vários setores, inclusive a política.
A reportagem do Jornal da Manhã da Rádio Rural perguntou ao vereador Chiquinho da Umes se o mesmo se sentiu criticado pelos manifestantes, uma vez que o parlamentar, em seu pronunciamento não se referiu ao ato e sim, a vinda do governador a Santarém.
O parlamentar se diz oriundo do movimento estudantil, o principal motivador dos protestos e diz como se sentiu fazendo parte do poder legislativo santareno. O movimento deixou claro que nenhuma bandeira partidária era bem vinda ao manifesto.
A vereadora Ivete Bastos, participou da manifestação pública. Ela comenta que se sentiu na obrigação de estar presente por pertencer ao movimento social em Santarém.
E mais:
Em reunião com o governador Simão Jatene, o movimento Salve o Juá discutiu a situação da área que pertence à Empresa Buriti e que foi 100% desmatada e loteada para construção de um conjunto residencial.
O prefeito Alexandre Von também participou da reunião. Os trabalhos da empresa Buriti estão suspensos desde o ano passado, por determinação da justiça.
Segundo o membro do movimento, Wálace Carneiro, Simão Jatene se comprometeu em não liberar qualquer licença para o prosseguimento dos trabalhos pela empresa.
Essa foi uma das reivindicações do movimento, que também requereu que o Estado fizesse a desapropriação da área e repassasse ao município de Santarém.
A UFOPA também participou da reunião e se comprometeu eu enviar ao governo, um estudo de Impacto Ambiental realizado recentemente para que seja analisado.
A Universidade e a prefeitura têm interesse na área para construir um parque Zoobotânico e um centro de convenções respectivamente, o que, na opinião dos membros do movimento, seria um ganho para toda a população.
Por outro lado, a empresa Buriti continua aguardando a liberação da SEMA Estadual para dar continuidade aos trabalhos na área que tem 178 hectares.
Após a secretaria de meio ambiente do município anunciar que não tinha capacidade de gerir os loteamentos, todo o processo de licenciamento foi remanejado para a SEMA Estadual, em Belém.
Segundo o advogado da empresa, Ândrio Razera, membros da SEMA estadual estiveram por duas vezes na área fazendo levantamento e apresentaram algumas exigências de correções.
Diferentemente do que o governador se comprometeu com os membros do movimento, o advogado acredita que dentro de poucos dias a licença da SEMA deverá estar sendo emitida.
O advogado informou que a empresa atua em 19 estados Brasileiros, executando 42 projetos imobiliários e o único suspenso é o de Santarém.
Fonte: Redação da Rádio Rural
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