MP requer autorização para internação psiquiátrica compulsória
A
promotora de Justiça Márcia Cristina Peres requereu autorização
judicial para a internação psiquiátrica compulsória de W.D., 26 anos,
morador de Goianésia, em razão de distúrbios de comportamento causados
por problemas mentais. O homem necessita de cuidado especializado,
embora não aceite o tratamento voluntário.
Conforme
relata o pai do rapaz, W.D. começou a ter delírios e a conversar
sozinho há cerca de seis anos, ficando muitos dias sem dormir e
apresentando comportamento agressivo. Segundo ele, há mais de duas
semanas ele não dorme, perambula pela casa e conversa com uma pessoa
imaginária, em um quadro de esquizofrenia.
Por
não ter condições financeiras para arcar com uma internação em clínica
particular, o município deverá fazer esse custeio, segundo a promotora. O
responsável pelo rapaz informou ainda que a Secretaria de Promoção
Social de Goianésia chegou a conseguir uma vaga em Anápolis para o
doente mental, mas, como ele não aceita o tratamento, o órgão não pôde
levá-lo.
Sem
tratamento psiquiátrico, W.D. tem sua saúde e integridade física
prejudicadas, e também coloca em risco a vida de seus familiares, a quem
constantemente agride e ameaça, principalmente durante os surtos
psicóticos, argumenta a promotora.
Assim,
ela requer liminarmente a imediata internação psiquiátrica compulsória
do requerido em estabelecimento de saúde adequado, que disponha de
estrutura para manter internado o paciente contra a sua vontade,
determinando-se que o município arque com todas as despesas relativas à
internação e tratamento pelo período necessário, a critério do médico
assistente.
Pede
que o município de Goianésia seja autorizado a requisitar apoio das
Polícias Civil e Militar ou Corpo de Bombeiros, caso necessário, para
garantir o cumprimento da ordem judicial, bem como para resguardar a
integridade física dos servidores.
Fonte: Ministério Público de Goiás
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