MPES quer preservação das provas do concurso para delegado da Polícia Civil
O
Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da 26ª
Promotoria de Justiça Cível de Vitória, protocolou, na última
sexta-feira (03/05), medida cautelar inominada c/c pedido de liminar em
face do Estado do Espírito Santo e da Fundação Professor Carlos Augusto
Bittencourt (Funcab). O MPES solicita à Justiça que sejam preservadas as
provas discursivas de todos os candidatos que participaram do processo
seletivo para o cargo de delegado da Polícia Civil, realizado no dia 24
de março.
O
objetivo é impedir a incineração ou qualquer outro tipo de inutilização
dos referidos documentos, já que, após a divulgação do respectivo
gabarito oficial, algumas respostas acabaram sendo alteradas pela
própria comissão organizadora do concurso. Além disso, diante de
flagrantes equívocos - seja de estrutura, de elaboração ou de conteúdo
-, outras questões vêm sendo anuladas, por força de decisões judiciais
proferidas em inúmeras demandas individuais ajuizadas por candidatos que
se julgam lesados.
O
MPES esclarece que, por força do disposto na primeira parte do artigo
472 do CPC, essas decisões judiciais produzem efeitos apenas em favor
dos demandantes. Ademais, elas alterarão a ordem de classificação do
concurso e quebrarão a isonomia entre os candidatos, pois, para os
demandantes serão atribuídos pontos e, para aqueles que não buscarem as
vias jurisdicionais, isso não ocorrerá, o que levará à eliminação destes
últimos.
Diante
da real possibilidade de alteração da relação de candidatos habilitados
à segunda fase do certame pela via jurisdicional e, via de
consequência, aptos a terem suas provas discursivas corrigidas, torna-se
imperiosa a imediata e ampla preservação das mesmas.
Fonte: Ministério Público do Espírito Santo
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