Governo se prepara para questionar "Orçamento impositivo" na Justiça
Tão
logo o Congresso aprove o orçamento impositivo, o advogado-geral da
União, Luís Inácio Adams, vai questionar na Justiça a obrigatoriedade de
pagar as emendas parlamentares. O principal argumento será que a medida
impede o governo federal de equilibrar receita e despesa e, por isso,
afeta a separação dos Três Poderes.
Não
podem impor um gasto cuja receita não existe. Você esta eliminando a
capacidade do Executivo de equilibrar receita e despesa. E, ao eliminar,
você avança na separação dos poderes, explica Adams, apresentando seu
principal argumento para tentar derrubar a proposta que avança no
Congresso.
Na
semana passada, o deputado Édio Lopes (PMDB-RR) parecer propondo
Orçamento impositivo light. Ele inseriu uma norma para obrigar o governo
a desembolsar em três anos os chamados restos a pagar de emendas
--recursos autorizados, cujo pagamento foi adiado de um ano a outro.
Segundo dados de técnicos da Câmara, um acumulado que soma R$ 9 bilhões
de anos anteriores.
O
texto ainda não foi votado na comissão especial da Câmara porque houve
um pedido de vista coletivo de deputados para analisarem com mais calma a
proposta. Se aprovado, o orçamento impositivo segue para o plenário da
Casa.
O
governo avalia que se o orçamento impositivo for aprovado, cerca de 90%
de todos os recursos federais vão ficar carimbados, ou seja, vão ter
destino previamente definido.
Vai
gerar imposição de despesa numa margem reduzida de receita disponível.
Diminui a capacidade de alocação, tornando praticamente todo orçamento
impositivo e retirando a capacidade de equilíbrio orçamentário, afirma
Adams.
Ele
avisa que não há disposição de reagir preventivamente. Se depender do
ministro, qualquer questionamento no Supremo Tribunal de Justiça só será
feito após aprovação do texto no Congresso. O argumento de Adams,
contudo, já está sendo apresentado às lideranças governistas na
tentativa de barrar a aprovação da proposta.
Tão
logo o Congresso aprove o orçamento impositivo, o advogado-geral da
União, Luís Inácio Adams, vai questionar na Justiça a obrigatoriedade de
pagar as emendas parlamentares. O principal argumento será que a medida
impede o governo federal de equilibrar receita e despesa e, por isso,
afeta a separação dos Três Poderes.
Não
podem impor um gasto cuja receita não existe. Você esta eliminando a
capacidade do Executivo de equilibrar receita e despesa. E, ao eliminar,
você avança na separação dos poderes, explica Adams, apresentando seu
principal argumento para tentar derrubar a proposta que avança no
Congresso.
Na
semana passada, o deputado Édio Lopes (PMDB-RR) parecer propondo
Orçamento impositivo light. Ele inseriu uma norma para obrigar o governo
a desembolsar em três anos os chamados restos a pagar de emendas
--recursos autorizados, cujo pagamento foi adiado de um ano a outro.
Segundo dados de técnicos da Câmara, um acumulado que soma R$ 9 bilhões
de anos anteriores.
O
texto ainda não foi votado na comissão especial da Câmara porque houve
um pedido de vista coletivo de deputados para analisarem com mais calma a
proposta. Se aprovado, o orçamento impositivo segue para o plenário da
Casa.
O
governo avalia que se o orçamento impositivo for aprovado, cerca de 90%
de todos os recursos federais vão ficar carimbados, ou seja, vão ter
destino previamente definido.
Vai
gerar imposição de despesa numa margem reduzida de receita disponível.
Diminui a capacidade de alocação, tornando praticamente todo orçamento
impositivo e retirando a capacidade de equilíbrio orçamentário, afirma
Adams.
Ele
avisa que não há disposição de reagir preventivamente. Se depender do
ministro, qualquer questionamento no Supremo Tribunal de Justiça só será
feito após aprovação do texto no Congresso. O argumento de Adams,
contudo, já está sendo apresentado às lideranças governistas na
tentativa de barrar a aprovação da proposta.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
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